Esportes
O IN�CIO NA V�RZEA
Como grande parte dos jogadores da época, César deu os primeiros passos na vida de goleiro na velha e boa várzea, como lembra um antigo companheiro de rachas. ?Fomos colegas de peladas no Mutange e no Campo do Aterro, no Bom Parto. Ele sempre gostou de jogar de goleiro. César foi goleiro do CRB e depois foi vendido para o Corinthians de verdade, ou seja, o paulista?, relata o jornalista político Roberto Vilanova, atualmente radicado em Brasília. ?O César fechava o gol e agitava a Fiel com as suas atuações no Pacaembu ou Morumbi. Apesar da estatura mediana ? tem pouco mais de 1 metro e 70cm de altura ? ele se transformava em gigante numa partida, em outra levava cada ?frango? que deixava todo mundo sem entender?, completa Vilanova. Além do consagrado jornalista alagoano, os companheiros que viram surgir na várzea o futuro goleiro regatiano e corintiano testemunharam pessoas como Geová, Capeta, Ailton, jogadores, e mais Gereba, então treinador de juvenis do CSA em meados de 1960. De tanto fechar o gol nas peladas, César foi levado posteriormente para o time do Mutange. Até que um dia o goleiro titular do CSA se machucou e César assumiu o posto ainda nos juvenis. ?Sempre bate aquele receio, né? Mas foi muito bom porque o jogo foi 0 a 0 contra o União (em União dos Palmares) e eu fechei o gol?, relembra César.