Esportes
Marcar Pel�, Rivelino e Zico foi uma parada dura
Na sua vasta experiência como zagueiro, na chance que teve de enfrentar vários ídolos do futebol brasileiro por jogar em um grande centro e em um grande time, Paranhos tem história para contar de sobra sobre vários deles, a quem marcou de perto. ?O Rivelino todo mundo sabe que era meio invocado. Em um jogo contra o Corinthians, marquei o danado em cima. Em um lance, levei um cutucão dele e não perdi a viagem. Levantei os dois braços e acertei a nuca. Rapaz, o Riva caiu e saiu do jogo?, recorda. ?Foi uma polêmica danada dos repórteres que torciam pelo Corinthians, me chamando de carniceiro e dizendo que eu tinha quebrado a perna do ?reizinho do Parque?? ? (referência ao Parque São Jorge, campo do Timão). ?Com o Pelé tive a sorte de pegar o ?negão? já quase em fim de carreira, graças a Deus!?, brinca. ?Mas o rei não era fácil não, viu? Batia um bocado quando podia. É so você lembrar daquela famosa cotovelada que ele deu contra o marcador uruguaio na Copa de 70. Mas tudo só sobra para os zagueiros como eu. Cheguei a receber recado pelo meu companheiro Chicão, dado pelo Pelé de que eu tivesse cuidado em algumas partidas que fizemos contra o Santos?, completa.