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CSA: amor, bastidores e decep��es na volta

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Em 1980, o então presidente do CSA, o industrial João Lyra, ligou pessoalmente para Paranhos. ?Quanto você quer para vir defender o CSA? A gente precisa ganhar esse título, são quatro anos do CRB e a torcida não aguenta mais?, implorou o dirigente. ?Olha doutor João, recebi uma proposta irrecusável do Paysandu, de Belém, e ainda com direito ao passe livre?, explicou Paranhos. ?Venha, a gente te dá um salário que chegue perto e ainda te arruma um emprego, para você ficar perto de sua família?. Paranhos não titubeou e aceitou. Estava se desligando do Santa Cruz, era hora de voltar para casa. E era assim que, por Cr$ 250 mil de luvas e Cr$ 40 mil de salários, o CSA teria o seu beque-xerife de volta, agora para acabar com a hegemonia de quatro anos de quem cantava de Galo em Alagoas, depois do tetracampeonato. O Azulão começava a formar ali o time que no futuro conseguiria façanhas até então inéditas para um clube do futebol alagoano. Um deles foi o vice-campeonato da Taça de Prata, equivalente a uma segunda divisão do Brasileiro, hoje. A outra foi quebrar a hegemonia do CRB.

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