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O craque por ele mesmo

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Para conhecer como vivia e o que fazia Garrincha, já em seus anos maduros, se é que se pode falar na sua maturidade ? antes e depois de ter deixado os gramados, apesar das raras aparições em programas de rádio e TV ?, nada melhor do que seus próprios depoimentos em arquivos importantes, como, por exemplo, sua fala no filme A Alegria do Povo, de 1962, do cineasta Joaquim Pedro de Andrade, com produção de Luiz Carlos Barreto e Armando Nogueira. ?Senti que estava famoso quando fui campeão do mundo em 1958. Minha casa estava sempre cheia de gente, quando saía para fazer compras, todo mundo queria me tocar. Me sentia um pouco cansado dessa vida de ídolo, mas você sabe que a gente não pode fazer nada. O povo quer. E para eles, é bom?. Imagens do filme mostram Garrincha sorridente, ouvindo um disco de Nat King Cole, em sua casa em Pau Grande, com suas filhas ainda pequenas, dançando twist na sala de estar, rodeadas de flâmulas de times e faixas de campeão, uma cópia da taça Jules Rimet, que acabara de ganhar, e um Fusca Volkswagen zero km na porta da casa. Outra pérola de Garrincha está nos arquivos do Canal 100 (lendário cinejornal que era apresentado em salas de exibição de todo o país, entre 1950 e 1980, com seu refrão ?que bonito é?), onde Mané fala sobre o bicampeonato no Chile, em 1962.

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