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Thiago e Schwenck: destinos do bi

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Dois homens e um destino: dar o bicampeonato ao CRB no centenário do rival. Um usou as mãos abençoadas; o outro o pé direito que decretou o grito de ?é campeão!?. O primeiro dos heróis é o goleiro Thiago, cujo destino reservara-lhe o improvável. Quem acompanha futebol sabe que a posição de goleiro é a mais improvável para uma substituição durante um jogo de futebol ? normalmente isso ocorre com uma contusão séria ? como foi. E assim quis o destino que o jovem goleiro de 24 anos, então reserva durante todo o campeonato, fosse para a fogueira substituir Gallato, experiente, rodado, que se contundira ainda no 1° tempo com um estiramento. No curso da história, Thiago teve o desprazer de levar o gol do CSA, que forçou a prorrogação e depois a cobrança dos nervosos tiros livres da marca do pênalti. Saiu do banco de reservas e do ostracismo para a glória ? mesmo que ela seja efêmera, daqui a alguns dias, meses ou anos na cabeça do apaixonado torcedor. Defendeu duas cobranças, saiu consagrado, chorou e agradeceu. ?Ano passado, eu tive um contusão séria e ouvi pessoas dizerem que o presidente iria me mandar embora. Isso não ocorreu e estou aqui?, disse o goleiro a alguns interlocutores, chorando e ainda meio que sem acreditar no que acabara de ter feito, no clássico que foi decidido nos ?penais?.

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