Esportes
Dupla infernal do CRB fala de bastidores
Se comparados com os tempos modernos onde vários episódios vieram à baila ao grande público com escândalos no futebol e em outros esportes, os atletas daquele tempo ignoravam quase que completamente o que era dopping. Soava até como um sacrilégio falar nessas coisas em uma época em que o amadorismo romântico era a tônica no futebol de então. Exemplo disso foi um depoimento ao jornalista Lauthenay Perdigão quando este tinha um programa chamado ?Arquivos Implacáveis?. Isso ocorreu nos pra lá de modernos anos 1980, quando a dupla infernal do Galo que aterrorizou tantos os adversários dos anos 1940 e 1950, Pingo de Ouro e Santa Rita, falaram de outros métodos mais comuns àqueles anos dourados. ?Quando o assunto foi dopping, os dois afirmaram que nunca ouviram falar. Santa Rita lembrou que na sua época o que havia era uma injeção de Beglucil ou Cebetil. O doutor Paulo Neto, presidente do CRB, sempre aplicava em seus jogadores na manhã dos jogos?, relata o jornalista, ao falar da reprodução da entrevista concedida por Pingo e Santa Rita. CONFIANÇA ?Os atletas passavam a semana toda trabalhando, treinando pouco e precisavam de um fortificante, por isso as injeções. Também não havia concentração. Os jogadores ficavam em suas casas. Antes do jogo, os motoristas José Ângelo e Soares saíam para apanhar os atletas e levá-los ao estádio. Não havia dinheiro para gastar na concentração. Junte-se a isso, a confiança que os dirigentes tinham com seus jogadores?, destaca Perdigão.