Esportes
Amor em PRETO E BRANCO
Natazílio Freitas, 56 anos, é baiano de Ipirá, mas hoje é um cidadão arapiraquense. Tem uma placa em sua homenagem, mora há mais de 30 anos em Arapiraca, município que adotou como seu, mesmo quando tem que se virar para exercer a profissão de treinador pelo Nordeste afora. Também pudera. Ex-atacante de ofício, marcou a memória da fanática torcida do ASA em três temporadas, sendo o principal artilheiro da equipe nas três épocas que jogou. Segundo os dados, Freitas foi mais: se tornou o maior artilheiro da história do clube com 158 gols. De tanto encher as redes adversárias, chegou a ser denominado de ?vocação do gol? pelos narradores esportivos. Jogou com algum sucesso também no CSA, mas não com igual intensidade. Freitas chegou ao ASA pela primeira vez no fim de 1978, emprestado pelo Bahia, time pelo qual disputava a posição com o folclórico atacante Beijoca, jogador que marcou época no Tricolor baiano. ?Fui emprestado ao ASA e emplaquei 16 gols no Campeonato Alagoano. Foi o suficiente para o então presidente Paulo Tenório comprar o meu passe?. O artilheiro neste ano foi Jorge da Sorte, com 20 gols, que atuava pelo CRB. O investimento de Tenório deu certo. No ano seguinte, já como jogador 100% do Alvinegro, Freitas deu o retorno conquistando a artilharia do Campeonato Alagoano, deixando a marca de 23 gols em 1980. Paulo Tenório era um bem-sucedido empresário de Arapiraca que apostou em Freitas e a quem o ex-atacante demonstra muito carinho ao lembrar do amigo, falecido em 2011. ?Foi um cara que apostou em mim e que me apoiou a todo momento aqui no ASA. Foi tanto, que ele me comprou duas vezes. Outro a quem também tenho carinho foi o Jurandir Leite, na época diretor de Futebol do ASA?, registra.