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O chute de �nio dava RECEIO AT� MESMO NO GRANDE C�SAR
Ênio Oliveira era o terror dos goleiros alagoanos na década de 1970. Atacante de ofício, se notabilizou dentro dos campos por uma habilidade que anda meio esquecida no atual cenário do futebol nacional: as bolas paradas ? pênaltis e, principalmente, as faltas ? fossem elas de perto ou longe do alvo. E mais: chegou ao CSA em 1974 pelas mãos do então conterrâneo gaúcho, treinador Laerte Dória. Ênio era eclético ? jogava tanto como ponteiro direito como ponteiro esquerdo e batia com a mesma potência, tanto com uma como com a outra perna. Para não restringir o campo de ação, Ênio também fez muitos gols com a bola rolando, quase sempre com sua ?bomba? indefectível. Sua principal arma era um chute mortal com o ?peito? do pé que desferia contra o gol adversário. Tal fama foi reconhecida, há pouco tempo, por um dos maiores mitos que passaram e fincaram suas digitais no futebol alagoano: o goleiro César, ex-CRB e Corinthians Paulista. ?Meu maior carrasco foi, sem dúvida, o Ênio Oliveira, do CSA. Não sei se foi o que fez mais gols em mim, mas, com certeza, era o que tinha o chute mais potente, uma verdadeira patada atômica?, revelou César, em reportagem deste Ídolos & Fatos, na edição da Gazeta do dia 24 de fevereiro deste ano.