Esportes
Trocado por 11 pares de chuteiras para o Gr�mio
Ênio é da chamada época de ouro do CSA. Em meados de 1974 desembarcou em Maceió com a trupe apelidada pela imprensa de ?A Gauchada?. Na turma, vieram nomes como Walmir Louruz, Espinosa, Djair e Maurício, todos trazidos pelo polêmico e lendário estrategista, também gaúcho, Laerte Dória. ?Lembro-me que cheguei aqui por volta das 11 horas da noite. O único repórter que me esperava no aeroporto era o Waldemir Rodrigues?, recorda o ex-atacante ao fazer referência ao atual chefe da equipe de Esportes da Rádio Gazeta AM. Ênio é gaúcho de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, e começou a intimidade com a bola no time do bairro onde disputou um torneio amador. Aí surgiu a grande chance. ?No torneio, disputamos um jogo contra o Grêmio e os caras gostaram. Fui para lá em troca de 11 pares de chuteiras para o timezinho do bairro?, lembra. Mas Ênio não conseguiu se firmar no Bicolor gaúcho, também time de seu coração até hoje. Daí saiu de lá e foi treinar no Aymoré, equipe profissional da pequena São Leopoldo, cidade próxima a Porto Alegre. Quis o destino que por lá Ênio fosse companheiro de outro gaúcho com raízes profundas em Alagoas, também no CSA: o atual técnico da Seleção Brasileira de futebol, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, com passagem no Azulão como jogador em 1981, e técnico, no ano seguinte. ?Ele era meio grossão?, brinca Ênio. WS ?