Esportes
Dunga cai na sina de mais um �dolo no Inter-RS
Uma Recopa, três Gauchões e um estádio remodelado. Iniciada em 2011, a gestão do presidente Giovanni Luigi tem suas marcas positivas inegáveis, mas também carrega uma sina que respinga na história do próprio clube. A demissão de Dunga ontem é a terceira saída abrupta de um antigo ídolo colorado em pouco mais de dois anos. Antes, Falcão e Fernandão se despediram extremamente desgastados do cargo de treinador da equipe, com discursos de mágoa em relação à direção. Além dos já citados, Luigi contratou outros dois técnicos, Celso Roth e Dorival ? Osmar Loss também atuou como interino. E apenas nas saídas dos antigos ídolos é que se notou um tom traumático. Primeiro, foi com Paulo Roberto Falcão, ex-meio-campo da Seleção, tricampeão invicto com o Colorado em 1979. O Rei de Roma já havia treinado o Inter, em passagem discreta em 1993, e estava há quase 20 anos fora do mercado quando, em 2011, resolveu assumir a equipe. Mas Falcão durou pouco tempo. Apenas 19 jogos. Venceu o Gauchão na casa do maior rival em decisão emocionante nos pênaltis. Mas a queda prematura na Libertadores, diante do Peñarol, e a trajetória vacilante no Brasileiro precipitaram a demissão.