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VIT�RIA APROVEITOU VACILO DOS CARTOLAS E PEGOU Z� DE GRA�A

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Foi lá em Salvador pelo Vitória que Zé Preta se consagrou ao barrar as investidas do velho artilheiro Beijoca e do rival Bahia. Ao fim de cada campeonato nos 1970, era comum o Bahia festejar suas conquistas e manter a hegemonia. E o principal problema apontado pela cartolagem e torcida do Vitória era a frágil defesa que tomava muitos gols ? uma ?mãe? para aos adversários. Mas um belo dia, a direção do Vitória, cansada de ser o freguês, decidiu fazer uma reformulação geral e bateu o martelo. Viajaram até Maceió e tiraram por uma bagatela de R$ 400 pratas na época o quarto-zagueiro do CSA, que era um notável jogador, que vivia às turras com a direção por causa dos constantes atrasos salariais. Em outras palavras o grande ídolo do CSA, naquele final dos anos 1970, saiu quase de graça e tal fato virou matéria da revista Placar, cujo texto foi assim contado: ?(...) o valente, o clássico, o líder. Por tal preciosidade, naturalmente, o Vitória teria pago um dinheirão? Nada disso. Há alguns anos, o zagueiro exibia seu futebol no CSA de Maceió, onde começou a carreira. Aos 16 anos, já era titular do time principal. Em janeiro andava meio brigado com os cartolas do clube por não aceitar passivamente os constantes atrasos de pagamento. Assim foi fácil ao Vitória comprar seu passe: pela módica importância de 400 mil pratas, paga em suaves prestações (...)?, narrava a matéria.

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