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Z� QUASE SAI NO TAPA COM O DEUS DA RA�A
Mas não foi só na Terra dos Orixás que ele fez história. Zé Preta substituiu ninguém menos que Paranhos, ídolo do CSA que foi comprado pelo São Paulo e lá fez fama. E Zé Preta não deu vacilo. Segurou a posição com gosto de gás, no peito e na raça, como se exige de um verdadeiro xerife de zaga. Não foi à toa que tanto em Alagoas, na Bahia e Santa Catarina, onde também jogou algumas temporadas no Criciúma, faturou por diversas vezes o prêmio de melhor zagueiro. ?No Vitória, fui escolhido o jogador do ano em 1980 e ganhei o troféu Berimbau?, conta o ídolo. Sua fama de raçudo, certa vez quase o fez ir às vias de fato em um jogo amistoso entre CSA e Flamengo, realizado em Maceió, em 1975. No lance, Zé Preta entra com tudo em cima do atacante carioca Paulinho. O jogador do Fla quase vira sanduíche. Moral da história: Paulino caiu e os jogadores do Rubro-Negro partiram para cima de Zé Preta, que foi providencialmente afastado de perto da turma da Gávea. ?Lembro-me que quem partiu para me pegar logo depois do lance foi o Rondinelli?, recorda. Estilo semelhante ao de Zé Preta, o zagueiro Rondinelli ganharia anos mais tarde o apelido de ?deus da raça?, da torcida rubro-negra.