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DEPOIMENTO E EMO��O DA PROFESSORINHA

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Quando conheci Yohansson Ferreira ele era exatamente como na imagem abaixo: pititinho, acho que tinha uns 2 ou 3 anos. De cabelinhos escorridinhos, bochechudinho, uma fofura! Fui ser auxiliar de tia Lenir, mãe de Luciene Oliveira na salinha das crianças da Escola Bíblica Dominical, na Igreja Batista Betânia. Tia Lenir me pediu para distribuir entre as crianças o material para pintura. Ela já havia contado a historinha da Arca de Noé e as crianças teriam que pintar o desenho da família de Noé entrando na Arca. Além de Yo, havia outras crianças (me sinto uma velhinha perto de vocês). Quando olhei pra Yo, pensei: como uma criança que não tem as duas mãos vai conseguir pintar o desenho? Esse menino não vai conseguir pintar a Arca, mas, mesmo assim, coloquei o desenho e os lápis próximos a ele já imaginado como eu iria auxiliá-lo. Foi quando, para minha surpresa, ele juntou os dois punhos, pegou o lápis e começou a pintar, uma cor atrás da outra. Claro que com algumas imperfeições como qualquer outra criança de 3 anos que pinta algo. Mas mesmo aquele desenho com algumas imperfeições, meus olhos só conseguiram enxergar uma perfeita obra de arte. Chegou a hora do lanche... Dessa vez eu nem pensei, eu verbalizei... Ah, agora dessa vez vou ter que auxiliar esse garotinho, ele não vai conseguir pegar o copinho com o suco e levar até à boca, ele vai fazer a maior meladeira. E os biscoitos? Como ele vai comer? Ainda me lembro das palavras de tia Lenir: Deixa ele, você vai se surpreender. O que aconteceu? Yo juntou novamente os punhos, pegou o copo e levou até a boca e bebeu o suco, comeu os biscoitos sem derramar nem bagunçar nada. Sabe o que eu fui fazer? Auxiliar as outras crianças que com as duas mãos perfeitas estavam fazendo a maior bagunça e se lambuzando todas. O tempo passou e um pastor americano foi pregar na igreja e viu Yo, se importou com aquela situação e o levou junto com sua mãe para os EUA para colocar mãos mecânicas. Yo voltou com as mãos mecânicas e, de quebra, ainda de relógio no pulso. Mas o tempo foi passando e Yo aparecia na igreja sem as mãos mecânicas, não conseguia acostumar, não conseguia fazer as coisas com tanta facilidade que ele tinha pra fazer quando estava com aquele troço preso a ele. Para que ficar com aquilo? Só por estética? Só para se sentir normal? Aquele menino tão pequeno começou a me mostrar e me ensinar que o normal é ser feliz, é se aceitar, é se encontrar, é fazer o outro feliz. Vi que não fui eu que ensinei algo pra ele quando fui sua professorinha na EBD, mas Yo que me ensinou a ser mais humana, acreditar mais nas pessoas, pois não existem limitações quando a gente quer alguma coisa. O tempo não para... Hoje contemplo Yo nas competições, acompanho pelas redes sociais, pela internet, guardo com muito orgulho recortes de revistas e jornais sobre ele e até tenho uma foto que Yris (irmã de Yo) me deu na minha geladeira. Sempre falo de você para meu filho e digo para ele seguir seu exemplo. Deus não te deu mãos perfeitas, mas te deu pés com turbinas, meu amigo! E o principal: Um coração puro, amigo e humilde. Posso ver a Glória de Deus em cada vitória sua e na sua vida como um todo. Foi com muita alegria no coração e me sentindo honrada que essa semana recebi o convite do teu casamento. Desejo para vocês dois somente o amor de Deus na vida de vocês e tudo de mais lindo virá. Thalita Lima, cuide bem do meu aluninho. Você, mais do que ninguém, sabe que ele vale muito mais que ouro. Dizer para você também que foi um prazer te conhecer e saber que ele fez uma bela escola.

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