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O REENCONTRO DO MITO COM SEU ALGOZ
WELLINGTON SANTOS - REPÓRTER Os torcedores de CSA e CRB menos jovens ? para não dizer mais velhos (na faixa dos 30 anos acima) ? devem recordar bem, ao ler estas primeiras linhas, de um duelo que foi incorporado à cultura do maior clássico de Alagoas no fim dos anos 1970 e início dos anos 1980. Dia de jogo entre o Azulão do Mutange e o Galo da Pajuçara era dia de ver o duelo de dois jogadores que marcaram época: um era um certo ponta esquerda de pernas zambetas e um dos atletas mais idolatrados que se tem notícia por essas bandas. Um negro endiabrado com a bola nos pés. Não à toa, foi adjetivado pelos olheiros de plantão junto com o nome de batismo, unindo a expressão ?Cão? ao registro oficial. O apelido justifica-se. Tem no currículo a marca não superada até hoje de ser o maior artilheiro dos Clássicos das Multidões ? CSA x CRB. O outro personagem destes Ídolos & Fatos deta semana era o inverso. Se notabilizou no futebol alagoano por ser marcador duro, impiedoso, valente, viril e, por algumas vezes, acusado pelos adversários de desleal. Não foi à toa que ao sobrenome foi incorporado o apelido ?Cassetete?. Nascido Geraldo Alves dos Santos, hoje com 55 anos, o então Cassetete tinha porte atlético que justificava o apelido, além de ter uma cabeleira vistosa que deixava os brotos daquela época ? as chamadas ?Marias Chuteiras? hoje em dia ? bem ouriçadas. Funcionário público atualmente, Cassetete exibe atualmente, ao invés das madeixas dos anos de lateral direito dos 70, uma flagrante calvície. Na história do duelo entre os dois, a Gazeta relembra nesta edição o dia em que Geraldo Cassetete literalmente ?quebrou? Silva durante um clássico. ?Só sei que esse Cassetete batia pra caramba, cara!?, reclama Silva, no reencontro que a Gazeta promoveu entre os dois no Estádio Rei Pelé para relembrar alguns ?causos? dos dois protagonistas. Driblador de ofício, o mito responde pelo nome de Aderaldo Dantas da Silva, 63 anos. Mas virou o ponta-esquerdaa ?Silva Cão? e se notabilizou com a camisa 11 do Galo, antes da Pajuçara, embora tenha vestido camisas de times como o Vasco da Gama-RJ e o Sport-PE. Segundo estatísticas mais confiáveis, teria marcado 38 gols somente no mais tradicional clássico do futebol de Alagoas.