Esportes
Conmebol pune Real com multa
Depois de 39 dias, a Conmebol anunciou que puniu o Real Garcilaso pelos atos de racismo protagonizados pela torcida do time peruano contra o volante Tinga, na partida realizada no dia 12 de fevereiro na cidade peruana de Huancayo, na primeira rodada pela fase de grupos da Libertadores. Na ocasião, os torcedores emitiram sons de macaco quando o volante cruzeirense pegava na bola. A entidade máxima do futebol sul-americano aplicou uma multa de US$ 12 mil (o equivalente a R$ 28 mil) ao Real Garcilaso e o avisou que, caso os atos racistas se repitam, o estádio do clube será interditado. A nota oficial foi publicada no site oficial da Conmebol, na tarde de ontem. A entidade declarou que tenta combater qualquer forma de discriminação racial. Tomando este fato como um marco, a Conmebol se comprometeu a aumentar a vigilância das partidas para denunciar e punir novamente os clubes e as torcidas que protagonizarem novos episódios de qualquer tipo de preconceito. O caso gerou repercussão internacional. Diversas personalidades condenaram a atitude da torcida peruana. Os presidentes do Brasil, Dilma Roussef, e do Peru, Ollanta Humala, lamentaram o ocorrido.