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O BAIXINHO QUE TINHA O DIABO NO CORPO
?Soareste corre feito o diabo e joga o fino. Soareste resiste ao esbarrão mais forte, apesar de magro e canela fina. Soareste até parece gente grande. O baixinho até parece que tem o diabo no corpo?. Assim começa um trecho de uma reportagem da Revista Placar, assinada pelo jornalista Carlos Cavalcante em 1975 com uma matéria sobre um tal baixinho de 1,67 metro de altura, então com 23 anos, que infernizou os adversários entre os anos de 1969 a 1979. José Soareste Ducarmo era um meia-esquerda habilidoso que fincou o nome na história do CSA. Tal fama lhe rendeu nos anos de bola até um prêmio unânime de melhor jogador de Alagoas em 1973. Sem contar que entrou em outras listas de tops em diversas épocas. E olha que Soareste brilhou em anos emblemáticos para o CSA, como o inesquecível 1975, quando chegou a Alagoas uma leva de jogadores gaúchos trazidos pelo lendário técnico Laerte Dória ? também gaúcho. Na safra, nomes consagrados no futebol brasileiro como Espinosa, Walmir Louruz, Sérgio Galocha, Ney Conceição, Roberto Menezes e o ainda prestigiadíssimo Ferreti, entre outras feras. Na mesma reportagem, diante de tantos nomes de peso no time, a revista ainda fez uma sátira: ?Todos imaginaram: Soareste vai gerenciar o banco?, referindo-se ao de reservas?. E mais: todos os forasteiros que aportaram para jogar no Azulão vinham para receber quantias estratosféricas: só para citar um, o craque Ney Conceição, ex-Botafogo-RJ, iria embolsar 12 mil cruzeiros mensais. Soareste, o menino da terrinha, ainda estava estacionado já há alguns anos com seus 3.300 cruzeiros.