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O QUE SOARESTE VIU NO MUNDO DA BOLA DENTRO E FORA DE CAMPO
? Soareste conta que em 1971, o CSA trouxe a Maceió o famoso atacante Ditão, com passagens destacadas em times como o Corinthians e o Flamengo-RJ. Ditão era um bon vivant, metido a valentão, além de ser metido a namorador. Certa vez, o forasteiro chegou lá para as tantas da madrugada na concentração do clube e onde lá estavam também os meninos do juvenil do CSA. Cheio de banca, Ditão chegou ao seu quarto e encontrou um garoto do juvenil dormindo na sua cama. Puto, o sujeito pegou uma lanterna. Ditão simplesmente deu uns safanões no garoto que dormia na sua cama e obrigou mais outros três moleques do juvenil a sair de quatro pés a miar feito gatos. ?Foi um escândalo na concentração altas horas da noite com aquele monte de garotos miando e que acordou todo mundo. No outro dia, a repercussão na cidade foi imensa?. ? Em 1974, Soareste era o titular absoluto da meia esquerda do CSA. Este foi ano em que o Azulão contratou o técnico gaúcho Laerte Dória e com ele veio a reboque uma leva de jogadores gaúchos. Um deles foi Torino, um moreno de porte atlético que jogava tanto na ponta esquerda como na meia, posição de Soareste. Certo jogo, o atleta alagoano ficou incomodado porque Torino havia reservado com o roupeiro a camisa 10, a que Soareste jogava. Solícito e educado, Soareste permitiu que Torino usasse a camisa 10 e ele usou a 11. Porém, no jogo, Soareste notou que ao invés de Torino jogar na ponta esquerda, ele sempre puxava todas as jogadas para a meia esquerda, onde estava posicionado Soareste. Para azar do alagoano, Torino atrapalhou sua função e Soreste foi vaiado pela torcida e ainda foi substituído. Ficou ?p? da vida. ?Na segunda-feira, fui tirar satisfações e pedir explicações ao técnico. Foi aí que eu soube que ele mandou o Torino ficar na minha posição de propósito. Ou seja ele queria me tirar da meia e colocar o Torino. Não permiti e depois a torcida terminou ficando do meu lado. Foi sacanagem do técnico, mas eu venci a batalha?. ? No Campeonato de 1971 um imbróglio agitou a competição. CSA, CRB e São Domingos decidiriam o Estadual numa melhor de três. O CSA ganhou do São Domingos, empatou com o CRB e o CRB perdeu para o São Domingos. Porém, o Galo da Pajuçara contestou e entrou no tribunal onde denunciou que o São Domingos colocara um jogador chamado Gabriel irregularmente na partida. Esse atleta havia sido expulso no jogo contra o CSA e no final do jogo conta o CRB Gabriel foi colocado em campo. Ou seja, não cumpriu a suspensão. A confusão nas barras dos tribunais se arrastou por dois anos. No final do imbróglio, já em 1973, ficou acordado que CSA e CRB fariam um jogo para decidir o campeão daquele ano que não terminou. Foi uma melhor de quatro pontos. O 1° terminou empatado e na 2ª partida, o CSA ganhou por 3 a 2 e se sagrou campeão de 1971 em pleno ano de 1973. ?A curiosidade neste jogo é que o ponta esquerda Silva, que em 1971 jogava pelo Azulão, em 1973 jogou pelo CRB.