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Executivo da NBA, Arnon de Mello destaca o basquete no Pa�s

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Arnon de Mello Neto já foi presidente do CSA. Atualmente é executivo da NBA, a National Basketball Association, principal liga de basquetebol profissional da América do Norte. Apaixonado por esportes, ele fala nessa entrevista à Gazeta como chegou ao cargo. Diz que o basquete no Brasil está crescendo e cita alguns ?craques? da modalidade no País. Arnon confirma, ainda, o segundo jogo da NBA no Brasil para outubro, entre Cleveland Cavaliers e Miami Heat, prato cheio para os adeptos do melhor basquete mundial. Gazeta. Quando e como começou o seu envolvimento com o basquete americano, com a NBA? Arnon. Em 2010, li uma reportagem que dizia que a NBA estava procurando uma pessoa para comandar o escritório no País. Já havia sido contatado por headhunters, era algo que me interessava muito. Consegui o e-mail de um executivo da liga, dizendo que sabia que estavam à procura de um profissional para o escritório no Brasil, e queria me candidatar à vaga. Como você chegou ao cargo de diretor executivo da NBA Brasil? Depois que tive o primeiro contato com a NBA, não demorou muito. Passei por algumas entrevistas, tinha o perfil que a liga estava procurando e, no fim de 2012, abrimos o escritório no Rio de Janeiro, o primeiro na América Latina. Você já era fã de basquete? Eu sou um apaixonado por esportes, mas sempre fui muito ligado ao futebol. Acompanhava a NBA no tempo em que morei nos EUA, passei a acompanhar mais agora. Hoje, adoro. Venho do mercado financeiro, como boa parte dos executivos da liga, trago uma experiência que em nada tem a ver com bola e arremessos mas, sim, com negócios. A NBA está no País para fazer negócios, expandir o produto basquete e, sobretudo, estar próximo dos apaixonados fãs brasileiros. Você também curte futebol, inclusive já foi presidente do CSA. O que o levou ao basquete? Essa oportunidade de trabalhar para a NBA. Trabalhar para uma liga esportiva como a NBA, comandando o escritório brasileiro, é uma responsabilidade enorme, mas sou movido a desafios. Fiquei muito feliz por ter sido o escolhido, é um trabalho que exige muita dedicação, mas é recompensador. O basquete é uma das modalidades esportivas mais fortes nos EUA. No Brasil, você acha que esse esporte está crescendo? Sim e muito. Hoje a nossa seleção vem de uma excelente campanha nas Olimpíadas de Londres-2012, está muito forte para a disputa do Campeonato Mundial, este ano, na Espanha. O País tem uma liga fortíssima e bem estruturada, o NBB, que está na 6ª edição; temos ídolos e uma perspectiva excelente para um futuro próximo. Falta o Brasil apoiar mais os esportes amadores, os chamados olímpicos? Isso vem aumentando significativamente nos últimos anos. Há 20 anos, o Brasil disputava as Olimpíadas com possibilidade de medalhas em quatro ou cinco esportes, sempre os mesmos. Nessas últimas duas décadas, vimos o surgimento de muitos ídolos e diversas modalidades se desenvolveram mas, infelizmente, o basquete, que já foi o segundo esporte na preferência do público, esteve no sentido contrário desse crescimento. Mas isso vem mudando nos últimos anos. O basquete está passando por um momento de transição e numa curva ascendente, voltou às Olimpíadas, em 2012, temos uma liga nacional forte que está em sua 6ª edição, uma seleção de muita qualidade, jogadores na NBA e na Europa. Enfim, o basquete brasileiro está crescendo e a intenção da NBA no Brasil é ajudar, trabalhar em parceria com a LNB e a CBB e fortalecer esse processo de desenvolvimento, de massificação da modalidade. Comparando-se ao futebol, quem seria o Pelé, o Messi do basquete brasileiro? E do americano? Anderson Varejão é, hoje, o jogador com maior identificação com o público brasileiro, sem dúvidas, temos pesquisas que mostram isso. Mas os fãs de basquete têm muitos ídolos, admiram Nenê, Leandrinho, Tiago Splitter, acompanhando os brasileiros que atuam na liga, e também Kobe Bryant, LeBron James, Derrick Rose e Kevin Durant, citando apenas alguns. O Brasil está na rota da NBA este ano, com um jogo em outubro. É uma forma de se obter mais adeptos? Sem dúvidas, a realização de um segundo jogo no Brasil é fundamental. Tínhamos um grande desafio em 2013, que era realizar o primeiro jogo no País, e foi um sucesso. A confirmação do segundo jogo no Brasil é uma conquista tão importante quanto a do primeiro, só que, agora, temos a missão de fazer um evento ainda melhor. A realização do jogo e dos eventos que temos trazido para o país, como o NBA3X, o Basketball Without Borders e outros, ajudam a aumentar essa ligação com o público, a despertar o interesse de mais pessoas.

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