Esportes
LINHAS TORTAS: O MENINO FRANZINO APORTA EM ALAGOAS
Era 1976. Essa empatia entre Joãozinho Paulista e CRB teve início de maneira meio enviesada, numa referência clássica ao adágio popular que diz: ?Deus escreve certo por linhas tortas?. Pois bem, um diretor do CRB foi até o interior de São Paulo para observar dois jogadores que o XV de Novembro de Piracicaba estava colocando à disposição para negociá-los: um deles era o ponteiro Ditinho, jogador negro, magro, rápido feito uma flecha. O outro era o goleiro Ricardo. O inusitado da história é que quem indicou os dois jogadores foi o então árbitro paulista José de Assis Aragão, já falecido. Joãozinho foi o último a ser indicado, também por José de Assis Aragão, e só veio como contrapeso (porção que se acrescenta a uma mercadoria para completar o peso). ?Ninguém sabe ao certo o que levou um árbitro de futebol àquela época a indicar jogadores para um time. Foi uma história não muito bem explicada?, diz o diretor do Museu dos Esportes, Lauthenay Perdigão. E o franzino Joãozinho, o contrapeso, então com 18 anos, aportou em um Estado desconhecido com um macacão já meio surrado e cabeleira à black power, acompanhado de Ditinho e Ricardo (como revela a foto de abertura deste caderno). Até então, Ditinho e Ricardo eram as as ?duas grandes? contratações egressas do XV. A história, porém, reservara outro destino. ?