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INTERPOL PEDE � PF QUE FIQUE DE OLHO EM COMBINA��ES
Brasília, DF ? A pedido da Interpol (polícia internacional), a Polícia Federal está de olho na ?combinação? de resultados durante a Copa do Mundo. Policiais, em especial os que acompanham os times em ônibus e hotéis, estão instruídos a observar qualquer aproximação suspeita a jogadores, treinadores, dirigentes e árbitros. A maior dificuldade, contudo, é a ausência de leis que tipificam como crime a combinação de resultados e também de equipes especializadas em combater a ação de grupos que ganham dinheiro comprando o placar de jogos. Como não há o delito no Brasil, a polícia estuda enquadrar possíveis suspeitos em fraude ou estelionato, a depender do caso. Palestra da Interpol apresentada esta semana a policiais, à qual a reportagem teve acesso, aponta zagueiros e goleiros (e às vezes atacantes) como alvos preferenciais dos grupos especializados em corromper jogadores, além do suborno de árbitros. Casos recentes mostram que quadrilhas optam por cooptar os mais jovens, com baixo nível cultural e salários reduzidos. A Interpol alerta, contudo, que os resultados podem ser alterados com a ação de outros personagens, como dirigentes, treinadores e até funcionários dos estádios.