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O SIL�NCIO QUE AINDA ECOA
A segunda Copa do Mundo no Brasil ocorre 64 anos depois da derrota para a seleção uruguaia, com efeitos de um ?silêncio ensurdecedor? de aproximadamente 200 mil pessoas em pleno Maracanã. De lá para cá, o país conquistou cinco títulos mundiais, mas o tropeço em casa, visto como fenômeno batizado de ?Maracanazo?, no dia 16 de julho de 1950, é considerado até hoje a maior tristeza para quem viveu, de perto ou a distância, pelas ondas do rádio. De uma hora para outra, a vantagem do empate, o clima de ?já ganhou? deram lugar a um silêncio sepulcral, que ecoa, ainda hoje, na memória e nos corações apaixonados pelo verde e amarelo. ?Era um time muito bom. Vinha arrasando. Todo o Rio de Janeiro e o Brasil estavam convictos de que seríamos campeões. Toda propaganda de rádio, jornais só falava nisso, no despertar no dia estampando Brasil Campeão! Aí, quando veio a derrota, a tristeza e o silêncio foram tão grandes que dizem que era possível ouvir o bater de asas de uma mosca?, lembrou o ex-professor e atualmente defensor dos animais Ismar Gatto, 80 anos. Apaixonado por futebol, ele conta que a raça uruguaia daquela época é mesma dos dias atuais, tanto que repetiu de forma enfática: ?Não quero ver o Brasil enfrentá-los!?.