Esportes
� TESTE PARA CARD�ACOS
A manchete do caderno de Esportes da Gazeta, edição do sábado (28), já antecipava: ?Haja Coração!?. E realmente foi um teste para o coração, o empate do Brasil, por 1 a 1, no tempo normal, prorrogação e, posteriormente, a decisão por pênaltis contra o Chile. Infelizmente, houve quem não aguentou e, ao invés de comemorar a classificação, perdeu a vida em meio à alegria do país que viu o Brasil avançar às quartas de final. Temendo o pior, a auxiliar de cartório Ozana Santos, 48 anos, evitou assistir ao jogo. Hipertensa há 20 anos, ela conta que não tem assistido aos jogos, a fim de evitar ?picos? de pressão que poderiam até lhe custar a vida. ?Já não assisto à partida para não ter problemas, imagina assistir à cobrança dos pênaltis. É muita pressão?, disse Ozana. Ela conta que já conhece, com clareza, quando o corpo apresenta alterações decorrentes de emoções fortes. Segundo revela, a região da orelha esquenta e ao medir a pressão, de fato, está elevada. ?Na outra partida (contra Camarões), optei por caminhar na praia, já para não me envolver. Aí ouvia os gritos e fogos e ia percebendo que estávamos bem. O detalhe é que adoro futebol, mas nessas épocas de Copa evito. Quando é jogo normal não?, completou ?Rosa?.