Esportes
Homenagem em museu
O Museu de Esportes Edvaldo Alves de Santa Rosa vai encerrar as atividades, este ano, homenageando, in memorian, o seu patrono: o ex-jogador de futebol Dida. Integrante do elenco da Seleção Brasileira que conquistou o primeiro título mundial, em 1958, na Suécia, Dida faleceu no último dia 17 de setembro, no Rio de Janeiro. Aproveitando o período de alta estação, quando o fluxo de turistas é tradicionalmente maior, o diretor do museu, Lauthenay Perdigão, lançou uma exposição desde o dia 1o deste mês. Com a entrada franca, o visitante pode ver, nos dois horários, fotos e matérias de época do ex-jogador alagoano, que despontou no CSA, mas consolidou o seu nome no Flamengo, até chegar à Seleção Brasileira. Atacante, Dida é o segundo maior artilheiro do Flamengo, atrás apenas de Zico, que tem em Dida o seu maior ídolo. ?Através do arquivo que dispomos, o visitante pode ver, durante todo este mês de dezembro, informações sobre suas vitórias, gols, títulos, enfim, sobre a sua história no futebol. São mais de duzentas fotos, além de reportagens em jornais e revistas, bem como em fitas de vídeo mostrando lances e depoimentos do jogador que no início da Copa da Suécia foi titular de nada menos que Pelé?, ressalta Lauthenay. E Dida também será tema de palestra, pois no próximo dia 27 haverá o último Cantinho da Saudade de 2002, quando a vida do ex-jogador alagoano será enfocada. Quando encerrou a carreira, Dida passou a coordenar, até a sua morte, as categorias de base do Flamengo. Dupla ausência Contemporâneo de Dida, Perdigão também lembra o desaparecimento de Botinha, bicampeão alagoano pelo Ferroviário nos anos de 1953/54. ?Antes de o Dida se transferir para o Rio de Janeiro, eles foram adversários no futebol alagoano e o curioso é que ambos faleceram no mesmo mês de setembro deste ano?, acrescenta o diretor do Museu de Esportes, localizado no térreo do Estádio Rei Pelé. Antônio Jacinto dos Santos, nome de registro de Botinha, mesclou habilidade e força. Atuando no meio-de-campo, teve uma rápida passagem no CRB até fazer nome no Ferroviário. Defendeu, ainda, a Seleção Alagoana por muitos anos, quase sempre como titular, comprovando o eficiente futebol que tinha, apesar de nunca ter se transferido para um centro maior.