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KLOSE � O CARRASCO DOS HERMANOS EM COPAS
Miroslav Klose teria todos os motivos do mundo para viver tempos de euforia. Não é qualquer um que chega a uma final de Copa do Mundo. Mais: goleando o Brasil por 7 a 1. Mais ainda: se tornando o maior artilheiro da história dos Mundiais. E mais ainda: tendo a chance de enfrentar um adversário que costuma maltratar em Copas. Mas o goleador não se empolga. Prefere filosofar. Klose usa uma espécie de teoria da esponja para avisar que mantém a frieza em dia. Diz que a comoção fica para depois. ?As emoções são como líquido numa esponja: é preciso absorvê-las?, disse o atacante pensador. Cabe à Argentina absorver a ideia de que estará diante de um sujeito acostumado a infernizá-la. A seleção alviceleste caiu para a Alemanha nas duas últimas Copas. Em ambas, Klose fez gol. Primeiro, foi em 2006, nas quartas de final. O gol alemão no empate por 1 a 1 no tempo normal foi do centroavante, de cabeça. Ocorreu aos 35 minutos do segundo tempo ? salvando a Alemanha da derrota. Depois, nos pênaltis, os europeus ganharam por 4 a 2. Em 2010, nova pancada. Maior ainda. Na goleada de 4 a 0, nas quartas de final, Klose fez mais dois ? o segundo, entrando com bola e tudo, e o quarto, pegando de primeira um cruzamento dentro da área. O porém é que em nenhum dos campeonatos a Alemanha conseguiu ir à final. Morreu nas semifinais em ambos ? com derrota para a Itália, por 2 a 0, na prorrogação, em 2006, e de 1 a 0 para a Espanha em 2010.