Esportes
Por medo de viol�ncia, times fazem cl�ssico silencioso
Quem gosta de futebol vai lembrar de duelos sensacionais nos grandes clássicos com provocações e apostas que elevavam a motivação da partida e atraíam os torcedores para o estádio para ver o jogador ou o dirigente que ganharia a aposta diante do rival. Tempos em que Jacozinho, Café, Zezinho, Joãozinho Paulista, Ivanildo, Silva se digladiavam e prometiam levar vantagem, decidir o clássico e garantir uma gozação com o adversário. NOVOS TEMPOS O profissionalismo implementado no futebol, o discurso ?politicamente correto? e o receio da violência causou uma mudança no comportamento dos jogadores. Apesar de uma crescente rivalidade entre CRB e ASA, notadamente, nos últimos anos, o clássico da Série C, marcado para amanhã, às 21h30, no Rei Pelé será silencioso. Nem do lado do CRB, nem do lado do ASA, ouviu-se declarações que saíssem do convencional. O que mais se avançou neste processo foi uma fala do gerente de futebol, Elias Mansur, declarando um favoritismo do CRB. Muito mais pela situação das duas equipes do que propriamente por uma fala motivacional ou direcionada a desafiar o adversário.