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S�o Silvestre sem o campe�o de 2001

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São Paulo - Pelo segundo ano consecutivo, a tradicional Corrida Internacional de São Silvestre, em sua 78ª edição, não pagará cachês para atrair os atletas internacionais. O orçamento de R$ 580 mil ? a corrida é promovida pela TV Globo ? não inclui os cachês que as principais estrelas costumam cobrar para competir. Mas isso não significa que a prova ficará sem os quenianos e os etíopes no pelotão de elite da prova masculina. Para contornar as dificuldades com a elevação do dólar ? que tornou os cachês ainda mais caros ? os atletas de elite convidados terão de concordar em usar o nome de patrocinadores. Cerca de 15 mil corredores largam às 17 horas, no dia 31, na Avenida Paulista (em frente ao Masp) para os 15 quilômetros da prova pelas ruas de São Paulo. A prova feminina terá largada às 15 horas. ?A prova está limitada financeiramente, mas terá o mesmo nível técnico do ano passado?, informou Victor Malzoni Jr., o diretor da São Silvestre, que esta semana deverá anunciar os nomes dos ?três ou quatro patrocinadores? que vão bancar os atletas do pelotão de elite. Alguns fundistas, inclusive, por exemplo os que são apoiados por marcas esportivas como a Fila, a Mizuno e a Adidas, podem vir ao Brasil com recursos de seus patrocinadores pessoais. O segundo colocado do ano passado, por exemplo, o queniano Guilbert Okari, foi trazido ao Brasil pelo seu patrocinador. Mais dinheiro A premiação também foi aumentada, passando dos R$ 80 mil em 2001 para R$ 99,6 mil em 2002, o que não resolve a falta de cachês, mas é considerado um estímulo adicional. ?Não teremos o Paul Tergat (pentacampeão da São Silvestre). Chegamos até a conversar, mas ele tem dificuldades para voltar a correr os 15 quilômetros depois que começou a fazer a maratona. Também teríamos dificuldades para arrumar um patrocínio para o Tergat. O campeão do ano passado, Tesfaye Jifar viria, mas está com problema de estômago?, analisa Malzoni. No entanto, afirma que a São Silvestre terá atletas internacionais de bom nível, ?logo do segundo time, só um pouco abaixo do nível Tergat?. Os brasileiros, como Marílson Gomes dos Santos, que foi o melhor atleta nacional em 2001 (com a quarta colocação), terão de estar bem preparados para vencer a prova. A corrida será o ?laboratório? para o desenvolvimento de uma pesquisa inédita da área médica, que vai traçar um perfil da saúde das pessoas que praticam atividade física no País. ?Queremos ter noção sobre a prevalência das doenças e a qualidade de vida desses corredores, um perfil que possa orientar tanto os atletas (praticantes de atividades) quanto os médicos?, explica Joel Tedesco, do corpo clínico do Hospital das Clínicas, e o idealizador do Projeto Eccos (Estudo Clínico dos Corredores da São Silvestre).

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