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Crian�as enganadas chegam a AL

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?Jobinho, meu filho, sua mãe tá aqui, me beija filho, pelo amor de Deus!?. Esse foi um dos gritos que ecoaram de uma das mães ao abraçar ? sob efeito de alívio, emoção e choro ? uma das 38 crianças e adolescentes vítimas de um golpe, supostamente aplicado por um empresário ligado aos bastidores do futebol em Alagoas. Elas foram levadas sob promessa de jogar em grandes clubes do Rio de Janeiro, de São Paulo e até da Europa. As crianças e adolescentes chegaram a Maceió por volta das 21h30 de ontem, em voo direto do Rio de Janeiro. Do aeroporto, os meninos seguiram para a Casa de Direitos (administrada pela Secretaria de Estado da Promoção da Paz, do Tribunal de Justiça e do Ministério da Justiça), localizada no bairro do Jacintinho, onde foram acolhidas por familiares, promotores, psicólogos e conselheiros tutelares de vários municípios por onde o empresário ?vendeu? o sonho do ?caminho da felicidade?. O sonho de se tornar um jogador famoso se transformou, contudo, em um pesadelo, tanto para os aspirantes a atletas como para seus familiares, a maioria moradora dos municípios de Pilar, Coqueiro Seco, Marechal Deodoro, Jequiá da Praia, Feira Grande, São Sebastião, Craíbas, Girau do Ponciano, Maceió, Maribondo e Campo Alegre. A denúncia foi ofertada pela Promotoria de Justiça de Guapimirim, interior do estado do Rio de Janeiro, que ajuizou ação contra o empresário Alan Nunes Silva, por meio de uma denúncia anônima de que mais de 30 crianças e alguns jovens estavam vivendo em uma chácara em condições desumanas na cidade interiorana. A Gazeta apurou que, entre os 38 meninos levados ao Rio de Janeiro, pelo menos 30 deles tem entre 12 e 17 anos de idade. As crianças e jovens, segundo os pais com quem a Gazeta conversou ontem, estavam fora de casa havia 50 dias até serem encontradas. ?O empresário Alan vivia fazendo peneiras (testes) com os meninos pelo interior de Alagoas, prometendo a eles e aos pais que iria colocá-los em grandes times do Rio, de São Paulo e da Europa. Eu eu mesmo cheguei a ir na chácara, onde fiquei por dois dias, e achei tudo maravilhoso?, contou à Gazeta Luiz Francisco da Silva, um dos que ajudaram a escolher pelo menos 12 crianças somente na cidade do Pilar.

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