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O cartola, um artilheiro ‘p. da vida’ e o livro da disc�rdia

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Passada a fase de atleta, Roberto Mendes é convidado em 1984 para ser diretor do CSA, nos tempos áureos do então megaempresário João Lyra, com quem trabalhou alguns meses na função. Só voltou em 1997, para ser o vice-presidente de Futebol na gestão do presidente Euclydes Mello. Foi campeão. Mas a faixa de melhor time do estado não impediu que Roberto fosse personagem de um episódio em que quase iria às vias de fato com o melhor jogador do time em 1997: o meio-campista Deco. Ele se notabilizou anos depois como atleta em um dos maiores clubes de futebol do mundo: o Barcelona. Deco também fez sucesso na seleção portuguesa, então dirigida pelo ex-azulino Luís Felipe Scolari, e depois no Fluminense. Já em Portugal, por onde jogou no Porto, Deco conta em sua biografia intitulada: Deco, O Preço da Glória ? escrito pelo jornalista português Sérgio Alves ? um episódio em que não cita diretamente Roberto Mendes, mas que ocorreu na época em que o cartola era o vice-presidente de Futebol do clube azulino. No relato, Deco diz que foi emprestado pelo Corinthians Alagoano, cujo patrono é o empresário João Feijó, ao CSA, para disputar o Campeonato Alagoano daquele ano e que, por tabela, o time azulino também terminou se sagrando campeão. Ocorre que, na ocasião, Deco, mais quatro jogadores e o técnico Ubirajara Veiga, tinha vínculo com o Corinthians.

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