Esportes
EU ERA DURO, MAS SEMPRE FUI NA BOLA
O conceituado jornalista Milton Neves sempre se referiu ao zagueiro Marivaldo Paranhos Prado (Paranhos) ? ex-CSA e São Paulo nos anos 1970 e 1980 ? como ?Paranhos Pancada?. Certamente porque não viu outros da mesma posição do ?quilate? de um Jaiminho, ex-CSA, ou Luiz Bodão, ex-Penedense anos 1970 ? este último personagem do Ídolos & Fatos desta semana. Na edição do dia 28 de setembro deste ano, neste caderno dedicado à memória do futebol, o ex-jogador Orlandinho (personagem do Ídolos & Fatos daquela edição) e um arisco e atrevido ponta-direita do CRB em 1972/73 (e depois meia ponta de lança) foi taxativo ao responder uma indagação da Gazeta: ?Para você, quem foi ou quem foram os marcadores mais duros que encontrou no futebol alagoano?? Resposta de Orlandinho: ?Tinha o Jaiminho, do CSA, que batia demais. Era pra lascar, pra matar, batia demais. E um tal de Luís Bodão, do Penedense, este era só pra machucar, Esses dois eram maus... (...)?. A afirmação de Orlandinho repercutiu na cidade de Penedo ? sob protesto. Lá é onde mora atualmente um pacato senhor de 69 anos. Ele mesmo: Luiz Alves Lima, o Luís Bodão, vigoroso zagueiro que jogou (talvez sejamos elegantes ao afirmar que ele ?jogou?) futebol pelo Penedense e pelo ASA nos anos 1970. ?Quando soube dessa história, não concordei com o Orlandinho. Ele confundiu deslealdade com não jogar bonitinho. Eu espanava (chutava para tudo que é lado), mas não era desleal como saiu na matéria. Agora nunca gostei de enfeitar. Sempre joguei sério, sem firulas, entrava duro, mas na bola?, rebate o ex-zagueiro.