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Brasileir�o-2002 teve m�dia de p�blico superior a 12 mil
São Paulo - Além de ter propiciado aos torcedores uma das finais mais emocionantes dos últimos tempos e de ter revelado talentos como Diego, Robinho e Paulinho, o Campeonato Brasileiro de 2002 também foi sucesso nas arquibancadas. A média de público do Nacional foi de 12.886 pessoas por jogo. O índice, superior ao de 2000 (11.546) e 2001 (11.400), é um dos melhores dos últimos dez anos. Levando-se em consideração os números desde 1993, apenas as edições de 1998 (13.487) e 1999 (17.018), que contaram com o Corinthians na decisão, tiveram mais torcedores que a deste ano. Tirando os mata-mata, o ápice de público neste Brasileiro foi na 20ª rodada, que teve média de 17.936. A segunda jornada foi a pior, com apenas 5.627. A marca total alcançada nos 12 jogos dos dias 14 e 15 de agosto (67.529) ficou aquém de Atlético-MG 1 x 2 Corinthians, que levou 78.291 torcedores ao Mineirão - recorde do campeonato. A surpresa ficou por conta do Paysandu. Nenhum outro time contou com tanto apoio da torcida como o vencedor da Copa dos Campeões. Apesar da fraca campanha - terminou em 20o e correu risco de rebaixamento -, a equipe de Belém teve média de 23.242 pagantes por jogo, superando até o Corinthians (22.808). O campeão Santos ficou em sétimo no ranking. Classificação 1. Paysandu - 23.242 pagantes; 2. Corinthians - 22.808; 3. Atlético-MG - 22.285; 4. São Paulo - 21.856; 5. Bahia - 19.950; 6. Flamengo - 16.654; 7. Santos - 15.934; 8. Fluminense - 15.326; 9. Palmeiras - 12.110; 10. Inter-RS - 12.026; 11. Grêmio - 11.997; 12. Cruzeiro - 11.907; 13. Coritiba - 11.306; 14. Figueirense - 10.724; 15. Goiás - 10.273; 16. Atlético - 9.968; 17. Guarani - 7.591; 18. Juventude - 7.183; 19. Vitória - 6.662; 20. Ponte Preta - 6.236; 21. Vasco - 5.234; 22. Botafogo - 4.442; 23. Lusa - 4.130; 24. Paraná - 3.967; 25. São Caetano - 3.172; e 26. Gama - 2.524 pagantes. Redução A rescisão do contrato com a Coca-Cola, que patrocinava a seleção até maio do ano passado, provocou uma redução no lucro declarado pela Confederação Brasileira de Futebol no exercício de 2001 de pelo menos R$ 1,7 milhão. A entidade que comanda o futebol nacional publicou seu balanço sexta-feira, seguindo instruções da medida provisória 79, que obriga não só a confederação mas também as federações estaduais e os clubes a tornar públicas suas demonstrações financeiras. De acordo com a CBF, ela teve de fazer uma provisão de R$ 3,3 milhões para poder pagar à Coca pela rescisão de contrato, já que a empresa resolveu recorrer à Justiça para exigir indenização. O patrocínio só vencia neste ano, depois da Copa do Mundo, mas acabou sendo rescindido em 2001, depois que a CBF acertou contrato com a AmBev. Com a provisão - recursos colocados à parte para pagamento à Coca, caso a empresa ganhe a ação na Justiça -, o resultado operacional em 2001 foi de R$ 6,2 milhões. Descontados os R$ 3,3 milhões, caiu para R$ 2,9 milhões. Depois do pagamento do Imposto de Renda e da Contribuição Social, o resultado líquido do exercício foi de R$ 1,4 milhão. Se não tivesse de fazer a provisão, o lucro poderia ter chegado a R$ 3,1 milhões. A Coca-Cola anunciou, no ano passado, que exigiria na Justiça cerca de US$ 10 milhões de multa da CBF pela rescisão.