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GARRINCHA: UMA EMO��O INENARR�VEL
Apesar desse revés na carreira, Mendes e os jogadores do CSA tiveram uma grande honra e um presente no ano de 1973. Um dos maiores jogadores que o mundo viu, Garrincha, já tinha praticamente encerrado a carreira, começou a fazer jogos-exibição pelo mundo afora. Um das manchetes do jornais era naquele dia: ?CSA tem Garrincha e Dida contra o ASA no Trapichão?. Esse chamamento não foi uma pegadinha de 1° de abril ? dia consagrado à mentira. Isso foi a mais pura e cristalina verdade. Era 19 de setembro de 1973. ?Foi como um sonho, em verdade, para todos nós azulinos. O Garrincha era muito simples, mas a gente só encontrou com ele na hora do jogo?, lembra Mendes. MENDES SAI NO TAPA COM TREINADOR Um emblemático título de um artigo escrito pelo arquivista Lauthenay Perdigão em 1974 não deixa dúvidas. ?Mendes, um craque à espera de uma oportunidade?. Após a saída de Dida do comando do time, o CSA promove verdadeira revolução em Alagoas. Importa a toque de caixa uma legião de atletas gaúchos. Na safra aportam em Maceió, entre outros, Enio Oliveira, Djair, Natal, Rafael e um tal Espinosa, futuro técnico de futebol que se notabilizaria como treinador campeão do mundo pelo Grêmio, em 1983. Quem assume o CSA é um gaúcho bonachão e meio durão chamado Laerte Dória.