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Casa em rua da m�e de torcedora � pichada

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Os efeitos provocados pela injúrias raciais proferidas contra o goleiro Aranha há quase três meses parecem não ter fim para Patrícia Moreira. Marcada na polêmica por ter sido flagrada gritando ?macaco? em partida entre Grêmio e Santos na Arena, em 28 de agosto, a jovem de 23 anos ainda não conseguiu retomar a vida normal. Recentemente, viu a rua da casa da mãe, em Alvorada, na Região Metropolitana de Porto Alegre, ser alvo de pichações. A ofensa escrita contra a torcedora num muro foi colocada nos autos do processo por injúria racial por seu advogado Alexandre Rossato na segunda-feira, na audiência que definiu um acordo com a Justiça para a suspensão condicional do processo de injúria racial contra o goleiro santista, do qual Patrícia faz parte como um dos quatro acusados. A foto foi tirada há seis dias. A suspensão condicional do processo foi acordada na manhã da última segunda-feira, em audiência de quase duas horas no Foro Central de Porto Alegre. Além de Patrícia Moreira, estiveram presentes os outros três torcedores acusados: Eder Braga, Fernando Ascal e Rodrigo Rychter. Todos terão que se apresentar a uma delegacia a ser determinada uma hora antes de cada jogo oficial do Grêmio ? seja em casa ou fora ?, com saída uma hora depois, durante dez meses.

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