Esportes
Estaduais driblam falta de datas e inventam f�rmulas
São Paulo - Pouco tempo e muita gente interessada na disputa. Com essa mistura, os campeonatos estaduais em 2003 terão que apelar para fórmulas e calendários inusitados, principalmente nas unidades da federação com clubes na primeira divisão do Brasileiro. Isso numa temporada em que estão novamente fortalecidos. Com o fim dos regionais, como exige a CBF, os clubes grandes estão de volta aos estaduais, o que não aconteceu em 2002. Em São Paulo, a tabela não garante a realização de nenhum dos grandes clássicos da capital. Uma eventual revanche da final do último Nacional, entre Corinthians e Santos, também pode não acontecer se uma dessas equipes fracassar na fase inicial. Mesmo em uma edição com datas minguadas, a federação resolveu inchar a competição. Serão 21 participantes, contra uma média de 16 agremiações dos últimos anos. Divididos em três grupos com sete equipes cada um, o torneio terá um campeão que irá jogar com menos da metade dos competidores do certame. A tabela marca partidas para horários pouco convencionais no Estado, como às 18h aos sábados e às 11h aos domingos. O Campeonato Paranaense também terá mais participantes do que geralmente acontece -serão 16 times disputando o título, sendo que um deles, o Ponta Grossa, ainda não tem presença confirmada na competição. A Bahia não correu riscos e garantiu logo a realização de seu maior clássico. Bahia e Vitória foram colocados no mesmo grupo dos três que formam a primeira fase. Assim, os eternos rivais podem enfrentar-se quatro vezes em uma competição de apenas 14 rodadas. No Estadual do Rio Grande do Sul, mais do que a fórmula é o calendário que chama a atenção. Os quatro principais clubes -Grêmio, Internacional, Juventude e Caxias- irão disputar um quadrangular entre fevereiro e março. Depois, terão que esperar até julho pela definição de um grupo com 14 equipes pequenas que vai indicar dois times para o quadrangular final. Acúmulo de jogos No Rio de Janeiro o que deve acontecer é um acúmulo de jogos. Os organizadores querem fazer um campeonato com 13 rodadas em apenas 11 datas disponíveis pelo calendário nacional. Minas Gerais preferiu apostar na simplicidade. Os 13 inscritos jogam entre si em turno único. Quem somar mais pontos será o campeão.