Esportes
>> RETRO ESPORTES 2014
2014 está chegando ao fim. Não se pode negar que a temporada esportiva teve a intensidade como principal característica o limite das emoções, tanto na alegria quanto nas decepções. Alegrias e decepções na Copa do Mundo disputada no Brasil. Decepção na humilhante e histórica goleada que o Brasil sofreu na semifinal e alegria em ter o País abraçando uma das melhores Copas já realizadas. Já em Alagoas, CSA, CRB, ASA e Coruripe também enfrentaram momentos de alegria e decepções. O CSA encantou na Copa do Nordeste. Mas ficou fora das finais do Alagoano e parou por oito meses no ano. O CRB comemorou o acesso à Série B do Campeonato Brasileiro, mas frustrou o torcedor ao perder o tricampeonato alagoano em pleno Rei Pelé. O ASA deu alegria ao torcedor alvinegro ao se reencontrar com o técnico Vica e brigar por classificação, mas decepcionou no Alagoano sem sequer chegar à fase decisiva. O Coruripe comemorou seu terceiro título alagoano ao desbancar o CRB, mas patinou na Série D sendo eliminado em uma campanha decepcionante. A Gazeta traz aqui um resumo da intensidade de 2014. Confira! COPA DO MUNDO O Brasil disputou a Copa do Mundo em casa com o sonho de buscar o hexacampeonato. Mas foi só vexame. Massacre. Piada. Chamem como quiser. O povo brasileiro nunca se sentiu tão humilhado. Felipão, David Luiz, Bernard, Fernandinho, Fred. Todos. Não faltam culpados para o pior jogo da história da Seleção do Brasil. Desde o início da Copa, a equipe patinou entre bons e maus momentos. Neymar era a principal esperança. O Brasil sofreu contra o Chile e garantiu classificação em uma dramática cobrança de penalidades. Contra a Colômbia nas quartas de final, Neymar sofreu uma contusão que o tirou do restante da Copa. Nas semifinais, um pesadelo abateu-se sobre os brasileiros. Nossa Seleção sofreu a mais humilhante derrota de sua história ao ser goleada pela Alemanha por 7 a 1. A Alemanha foi a campeã da Copa ao derrotar a Argentina por 1 a 0. O gol do título foi marcado por Götze. BRASILEIRÃO Em nível nacional, o Cruzeiro-MG, do técnico Marcelo Oliveira, ex-CRB, dominou a competição de ponta a ponta e sagrou-se o campeão brasileiro com a maior média de pontos desde que o Brasileirão se tornou sistema de pontos corridos. CAMPEÃO NACIONAL Ficou também em Belo Horizonte outro importante torneio nacional: A Copa do Brasil. Deu Galo mineiro, que derrotou o rival duas vezes na final e sagrou-se campeão. GABRIEL MEDINA Para amenizar um pouco a frustração da camisa amarela na Copa do Mundo, um garoto de 20 anos, nascido no Litoral paulista, levou o País para o topo do mundo e das ondas ao sagrar-se campeão mundial de surfe, feito inédito para o Brasil. Gabriel Medina é o nome dele. O garoto superou mitos do esporte, como Kelly Slater, onze vezes campeão mundial na prancha. CAMPEONATO ALAGOANO A competição foi iniciada sem a presença de CSA e CRB, que disputavam a Copa do Nordeste. Na Copa Alagoas, o ASA decepcionou e não assegurou a vaga da Copa do Brasil, único prêmio ofertado na fase inicial. O Murici surpreendeu e derrotou o Santa Rita em Boca da Mata ficando com uma das vagas alagoanas na Copa do Brasil de 2015. O ASA frustrou o seu torcedor. A equipe que queria recuperar a hegemonia de títulos em Alagoas não assustou. Com apresentações instáveis, o alvinegro não decolou e permaneceu na fila por reconquistar um título, perdendo calendário para a temporada 2015, pois mais uma vez não disputou a Copa do Nordeste. O CSA pretendia conseguir calendário, mas depois da Copa do Nordeste, o time azulino caiu em desgraça. A saída do técnico Oliveira Canindé fez o time perder o foco. Estevam Soares foi contratado, mas não conseguiu fazer o time render. Marlon Araújo foi chamado para tentar dar uma sacudida na equipe, mas também parou. O CSA não chegou à fase final do Alagoano e parou no mês de maio, sem a condição de jogar a Série D. Com um time superior aos outros, ao menos no papel, o CRB disputou o estadual com um objetivo muito claro: conseguir o tricampeonato. Mesmo fazendo a melhor campanha na fase de classificação, o Galo patinou na hora H. Na decisão do título perdeu o primeiro jogo em Coruripe e em casa acreditava que iria atropelar. Um frustrante empate sem gols deu o título ao time do interior e calou os mais de 15 mil torcedores que foram ao Rei Pelé. O terceiro título alagoano na história do Coruripe foi uma surpresa. Lutando contra os considerados grandes, o Coruripe cresceu na competição e mostrou um trabalho eficiente do técnico Jaelson Marcelino. Jogadores rejeitados por CSA, CRB e ASA fizeram a base da equipe que carimbou o título com a determinação de uma equipe fortalecida na determinação tática. COPA DO BRASIL Nem CSA, nem CRB, nem ASA. A grande sensação alagoana na Copa do Brasil foi o Santa Rita. O time de Boca da Mata só parou diante do Cruzeiro, que acabou sendo bicampeão brasileiro e perdeu a decisão da competição. Entre outros feitos, o time alagoano eliminou o Guarani e o Santa Cruz, ambos tirados diante do seu torcedor. Não deu para o ASA na Copa do Brasil. A eliminação ocorreu em um jogo em que atuou muito bem, assustou o Avaí, mas cedeu a derrota com a diferença de gols que o time catarinense precisava. O sentimento de frustração do torcedor alvinegro foi apenas ampliado. Já o CSA enfrentou logo de cara o poderoso São Paulo. O time já havia perdido foco desde a saída do técnico Oliveira Canindé e não mostrou intensidade que precisava para, pelo menos, tentar um jogo de volta com chances de classificação. Conseguiu apenas uma boa arrecadação em Maceió e um segundo jogo em São Paulo. Foi pouco para o Azulão. No CRB, destaque para o desempenho fantástico, principalmente do torcedor nas arquibancadas, superando até a apresentação do time dentro de campo. Foi assim que o Galo viveu seu melhor momento na Copa do Brasil, contra o São Paulo. O time fez um belo jogo. O torcedor vibrou com a vitória de virada em Maceió por 2 a 1. Na volta, no Morumbi, perdeu, foi eliminado, mas caiu de pé. SÉRIE D Campeão alagoano e a expectativa criada de uma grande participação na Série D. Mas o Coruripe patinou, não conseguiu ser eficiente e, com sucessivos tropeços em casa, colocou-se em uma situação de muitas dificuldades para chegar à segunda fase da competição. O resultado foi o mais prático possível: mesmo com uma reação na reta final, eliminação precoce e o sonho de chegar à Série C. SÉRIE C: E O GALO VOLTOU... O ASA até sonhou com a chance de chegar à 2ª fase e voltar a disputar uma Série B. Mas a equipe parou na instabilidade do rendimento em campo e nos problemas fora de campo. Desentendimentos entre dirigentes, renúncias, retornos, dificuldade financeira montaram uma receita do insucesso. Mesmo assim, na reta final, o técnico Vica aprumou o time e chegou a brigar por classificação até a rodada final. Mas o sonho do CRB foi atingido. O time regatiano começou a disputa da Série C ainda traumatizado com a perda do título do Alagoano. Chegou a frequentar a zona de rebaixamento, mas estabilizou-se, mudou a comissão técnica, trouxe Ademir Fonseca e brigou por classificação. Em duelo com o Madureira, o CRB venceu no Rio e em Maceió e carimbou o acesso para a Série B. Nem um suposto e mal explicado ?batismo? alimentar na noite que antecedeu o jogo parou o Galo.