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Spider falhou em 2 testes de urina

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A Comissão Atlética do Estado de Nevada divulgou, na terça-feira, o documento que servirá de base para a sua audiência disciplinar contra Anderson Silva. Composta de 37 páginas, a denúncia inclui cópias de todos os testes antidopings positivos do atleta relativos ao UFC 183 e revela que, no dia 31 de janeiro, data do duelo contra Nick Diaz, Spider se submeteu a dois exames de urina, sendo um antes de subir no octógono e outro quando voltou ao vestiário. Ambos apontaram a presença de drostanolona, mesma droga que já havia aparecido no exame antidoping surpresa do atleta feito no dia 9 de janeiro. Após o duelo contra Nick Diaz, o brasileiro ainda se submeteu a um exame de sangue, que apontou a presença de temazepam e oxazepam, substâncias do grupo de fármacos benzodiazepina, que são conhecidas como sedativos e relaxantes musculares, mas que não constam na lista de substâncias proibidas da WADA (Agência Mundial Antidoping). Em entrevista ao Combate.com após a reunião, o diretor da NSAC, Bob Bennett, explicou o motivo de essas substâncias terem sido consideradas doping no exame do ex-campeão dos médios. ?Essas substâncias não estão na lista de proibições da WADA, mas precisam ser informadas pelo lutador em seu questionário pré-luta. Nesse formulário, nós pedimos para o lutador citar quais são os remédios que ele está tomando e o sr. Silva não listou essas substâncias da família benzodiazepina. Se ele vai tomar alguma medicação no período fora de competição, é preciso que solicite uma isenção de uso terapêutico (UIT) e ele não o fez?, declarou, ressaltando que, com isso, Anderson havia ferido o regulamento da entidade.

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