Esportes
FIA faz mudan�as radicais na F-1
A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) resolveu intervir diretamente para obrigar as equipes da F-1 a conter gastos e tentar equilibrar as diferenças entre as escuderias mais poderosas e os times menores na temporada 2003. Em uma reunião em Heathrow, nos arredores de Londres, com representantes das dez equipes que participarão do Mundial deste ano, o presidente da entidade, Max Mosley, anunciou, ontem, alterações radicais já para a primeira prova, no dia 9 de março, na Austrália. Entre as principais mudanças estão a proibição da comunicação entre pilotos e equipes via rádio e a imposição do limite de dois carros por escuderia - eliminando o carro reserva. Também não será mais permitido o uso da telemetria bidirecional - regulagem de carros à distância. As medidas têm como intenção deixar a categoria mais competitiva e evitar a crise financeira das equipes. Em 2002, a Ferrari dominou amplamente o Mundial, vencendo 15 das 17 corridas, o que também diminuiu o interesse do público e das TVs pela competição. Duas escuderias foram à falências nos últimos 12 meses, a Prost e a Arrows, que hoje foi liquidada judicialmente. ?Mesmo com o desaparecimento de duas equipes, nada foi feito para economizar dinheiro?, afirmou uma nota oficial da FIA. No final do ano passado, a entidade já havia anunciado algumas mudanças de regra para tentar equilibrar a disputa, como a mudança do sistema de pontuação e a proibição dos testes voluntários.