Esportes
PIXOTINHO, UMA ATRA��O � PARTE NO PROGRAMA
O humorista Cavalcanti Barros é também procurador de Estado aposentado e jornalista e foi um dos maiores nomes do ramo em Alagoas. Como jornalista, é um dos poucos arquivos ainda vivos de um dos maiores episódios da cena política de Alagoas: o tiroteio na Assembleia Legislativa, em 1957, durante a votação do impeachment do então governador Muniz Falcão, a quem Cavalcanti Barros assessorava à época. No dia do tiroteio ? uma sexta-feira 13 de setembro de 1957 no intenso bang-bang que durou cerca de 30 minutos e deixou um deputado morto ? Cavalcanti Barros, entrincheirado com as balas ricocheteando para todo lado nas paredes do prédio da Assembleia, é o personagem que pulou da janela para a marquise e de lá para o chão, onde foi salvo com a ajuda de um membro da guarda civil. No episódio, o jornalista Marcio Moreira Alves, do jornal carioca Correio da Manhã, e um funcionário da Assembleia saíram feridos. Talvez essa habilidade para se safar de balas de verdade tenha influenciado para que fosse tão bom no improviso e ter o trabalho reconhecido na seara do humor, onde se notabilizou por anos a fio como o personagem do garoto ?Pixotinho?, no Ora, Bolas! Barros imortalizou o jargão ?Paiê?, de Pixotinho, torcedor do CSA, que colocava o pai, que era CRB (papéis interpretados por Jorge Vilar e depois por Jalon Cabral), sempre em saias-justas com suas perguntas. A Gazeta encontrou o velho humorista ao lado do filho, o jornalista Cavalcanti Filho, que também participou do programa. ?Tenho muita saudade do programa, campeão de audiência?, diz Barros, ao saudar a reportagem com o famoso jargão.