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Barrichello diz que vai lutar pelo t�tulo na F-1
São Paulo ? O brasileiro Rubens Barrichello afirmou que vai lutar pelo título mundial de Fórmula 1 diretamente com o alemão Michael Schumacher, seu companheiro na Ferrari. Barrichello tem sido uma sombra para o pentacampeão desde que foi contratado pela escuderia italiana, em 2000. No ano passado, porém, ele venceu quatro corridas e, com isso, passou a acreditar que tem condições em fechar o ano com o título. ?Mudei a idéia de que o segundo piloto da Ferrari jamais poderia vencer e estou feliz. Essa é a minha real luta?, disse. Barrichello quer, inclusive, esquecer declarações que deu no passado, dizendo que seria difícil vencer Schumacher. ?Eu estava sob pressão. Disse que jamais ganharia de Michael, que Jean Todt (chefe de equipe) era muito ligado a Michael, mas isso passou. Eu já superei e agora tenho um ambiente amigável na Ferrari.? O brasileiro sabe que tem condições de ser campeão, mas está ciente da força de Michael Schumacher. ?Na vida, você tem sonhos e objetivos. Eu acredito que todos os seres humanos podem vencer algumas vezes e perder outras. Michael é um fantástico piloto e faz um grande trabalho pela equipe, mas todo mundo tem chance de fazer melhor.? Colisão As montadoras da Fórmula 1 entraram em rota de colisão com a Federação Internacional de Automobilismo (FIA), sexta-feira, ao aconselharem suas equipes a resistirem às medidas para redução de custos. As fabricantes de carros disseram em um comunicado divulgado pela GPWC Holdings (empresa montada pela Ferrari, BMW, DaimlerChrysler, Ford e Renault com o objetivo de criar seu próprio campeonato a partir de 2008) que a Fórmula 1 deve continuar sendo uma vitrine dos mais altos níveis da tecnologia e de pesquisa avançada. Eles disseram que qualquer mudança precisa ser anunciada com mais tempo e criticaram a maneira com que a FIA comunicou o pacote na quarta-feira. ?A GPWC observa que as medidas de corte de custos, já propostas pelas equipes em dezembro do ano passado e apoiadas pelas montadoras, foram parcialmente negligenciadas pela FIA?, diz o comunicado. A GPWC questionou ?o conteúdo e a maneira da implementação? das mudanças da FIA, mas disse que está empenhada em ?resolver as questões de uma maneira que fortaleça o esporte?. O presidente da FIA, Max Mosley já avisou que não vai voltar atrás nas medidas que acabam com alguns sistemas eletrônicos. Revisão Os promotores que processaram Patrick Head e Adrian Newey, respectivamente dirigente e engenheiro da equipe Williams na época da morte do piloto brasileiro Ayrton Senna, entraram na Suprema Corte Italiana com um pedido de revisão da sentença que, há três anos, inocentou os dois réus da acusação de homicídio culposo. Senna morreu num violento acidente durante o Grande Prêmio de San Marino, válido pelo Mundial de Fórmula 1 de 1994. Head e Newey foram acusados de homicídio culposo em dezembro de 1996, após várias investigações sobre as causas do acidente. Apesar da sentença, há pouco mais de três anos, os promotores continuaram trabalhando de forma particular na investigação do caso e decidiram apelar novamente. A situação de Head e Newey não chega a ser difícil, pois novas provas ou testemunhas não poderão ser agregadas ao processo e sendo feito um novo julgamento, seriam usados os mesmos elementos do anterior. A decisão soberana da Justiça na Itália foi clara na sentença anterior e o panorama dificilmente será mudado. ??Não foram apresentadas provas de culpa??, afirmou o magistrado do caso.