Esportes
CBB nega mau uso de verba p�blica
A Confederação Brasileira de Basquete (CBB) emitiu nota oficial na tarde de ontem negando que o presidente Carlos Nunes tenha feito uso indevido de recursos públicos provenientes do contrato que mantinha com a Eletrobras. A entidade ressaltou ainda que o mandatário jamais teve intenção de dolo ao usar cartão corporativo para gastos no exterior como jantares e compra de roupas. O uso da verba pública para despesas pessoais do presidente e da esposa, Clarice Mancuso Garbi, foi publicado com exclusividade pelo UOL Esporte ontem. A reportagem aponta que a Eletrobras movimenta um processo de R$ 4 milhões contra a CBB, sendo que R$ 2.308.235,25 são de despesas recusadas na prestação de contas, em um total de 63 notas glosadas por ?gastos sem previsão contratual?, como ?passagens aéreas sem comprovação de viajantes autorizados?. ?Objetivamente, não houve nenhum gasto de recursos públicos com despesas pessoais ou indevidas da Presidência, visto que, no curso do contrato em que aquelas citadas despesas ocorreram, a CBB entregou, periodicamente, toda a documentação de movimentação para a Eletrobras, que fez as devidas análises. Em alguns casos, a Eletrobras glosou despesas, retirando-as das prestações de contas. Assim, evidencia-se que não havia intenção de dolo, porque nem a CBB ocultou gastos e nem a Eletrobras deixou de apreciá-los, fazendo com que ambas respeitassem os princípios que norteiam o uso de verbas públicas. As despesas que não podem ser custeadas com recursos públicos são pagas à conta de recursos privados e próprios. A CBB submete todas as suas movimentações, de qualquer natureza, à apreciação de auditoria independente e aos controles estatutários. Todas as movimentações indevidas são motivo de retificações e reparos?, respondeu.