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A virada de um gigante: o t�tulo que mudou a hist�ria do ASA

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O dia 9 de julho de 2000 entrou para a história do futebol alagoano. Quinze anos depois, os reflexos do que aconteceu naquela data não apenas ecoam, mas estão presentes na rotina das equipes e de atletas que disputam o campeonato estadual. Além de quebrar um tabu de 47 anos sem conquistar o título, o ASA iniciava naquele momento a virada em sua história, que o colocaria como uma das forças do futebol local e, ao mesmo tempo, puxaria o crescimento dos demais clubes do interior. A última memória era ainda do título de 1953, que só viria ser validado anos depois, após uma longa e tensa disputa judicial. Durante o período de jejum, o time arapiraquense amargaria cinco vice-campeonatos: 1957, 1967, 1970, 1979 e 1991, sem contar a fama de time pé-frio, imortalizada, inclusive, em uma letra de Chico de Buarque de Holanda: ?E se o Arapiraca for campeão...?. A virada do milênio trouxe ao ASA a alegria de conquistar o tradicional espaço dominado até então com folga pelos rivais da capital, CRB e CSA, que juntos conquistaram 60 títulos estaduais. O campeonato alagoano de 2000 foi marcado por duas fases, ?turnão? e o quadrangular. Na primeira fase, com a composição de todas as equipes, os jogos eram de ida e volta e o time com o melhor desempenho já garantia a vaga para a final da competição. No quadrangular, o finalista do turnão se juntava aos três melhores colocados. Caso o melhor time da primeira e da segunda fases fosse o mesmo, ele já seria o campeão.

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