Esportes
Brasil ainda n�o investe profissionalmente no futebol feminino
Os clubes começaram a construir o departamento feminino e alguns demonstram que vão investir no futebol feminino. As agremiações esportivas de Alagoas e da maioria dos estados nordestinos confirmam essa tendência nacional. Porém, Marta acha que os investimentos feitos até agora ainda são tímidos para o reconhecimento do valor profissional das atletas. ?Está longe ainda para o reconhecimento do potencial do futebol feminino no Brasil. Mas é preciso começar. A gente percebe as iniciativas. É preciso que haja mais iniciativas profissionais?. A jogadora mais importante do futebol feminino brasileiro ainda considera ser difícil garantir uma boa sobrevivência no País do Futebol para as ?meninas? atletas. ?Eu espero que no futuro bem próximo haja mais estabilidade para as meninas jogarem futebol e se estabelecerem no Brasil?, disse. Ela não esconde que gostaria de viver de futebol no País. ?Infelizmente, isso não é possível ainda?. Marta, que venceu os problemas da seca na cidade onde nasceu, Dois Riachos, onde até hoje a água só chega de 15 em 15 dias nas torneiras ou semanalmente nos caminhões-pipa, driblou o preconceito quando fugia da escola para jogar futebol com os meninos da cidade e agora sonha em um dia poder viver de futebol no Brasil, mostrar que não é uma mulher de desistir fácil dos sonhos. ?Conheço bem o drama da seca, como conheço bem os problemas que enfrentam o futebol feminino no Brasil. Essas são lutas constantes. Aprendi desde criança que as coisas não vêm fácil na vida. Então, a gente tem de continuar batalhando, independentemente das dificuldades, da falta de opção de trabalho no nosso País e nunca desistir?.