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Diretor do Museu dos Esportes encontra a hist�ria do Rei Pel� no lixo

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Os cinco livros manuscritos com registro do andamento e do dia a dia da construção do Estádio Rei Pelé estavam jogados no lixo, e quem encontrou, por acaso, foi o diretor do Museu dos Esportes de Alagoas, Lauthenay Perdigão. O desleixo é mais um dos problemas do maior estádio de futebol de Alagoas, que não tem sequer arquivo próprio com a memória histórica, admite o próprio administrador do estádio, Thiago Bonfim. Os livros e a primeira maquete da construção do Rei Pelé estavam numa sala de tralhas velhas, prontos para o lixo. O lançamento da pedra fundamental da construção do estágio ocorreu em março de 1968. No dia 16 de setembro, começaram os registros do andamento das obras. Lauthenay estava procurando a maquete original da obra, quando se deparou com os livros que seriam jogados no caminhão do lixo. A maquete estava embaixo de tudo e ficou totalmente destruída e impossível de recuperação. Para aqueles que dizem que o estádio foi projetado para abrigar 100 mil pessoas, Lauthenay explicou que em 16 de setembro de 1970, antes da inauguração, o então secretário estadual de Educação, José de Melo, pediu para usar o estádio no desfile escolar comemorativo à Emancipação Política de Alagoas. O engenheiro da obra, Vinícius Maia Nobre, tentou impedir, alegando que o estádio estava em obras e que alguém poderia se machucar. O secretário José de Melo insistiu e o então governador Lamenha Filho autorizou. Naquele momento, colocaram uma catraca para medir a lotação do estádio. Na época, entraram 45 mil pessoas e saíram 45 mil. O radialista Luiz Tojal, que fazia a narração do evento para a Rádio Difusora, na empolgação, arredondou para 100 mil. Vinícius Maia Nobre não gostou do superfaturamento na divulgação da capacidade do Rei Pelé. Chegou a promover a recontagem da capacidade e nunca ficou, oficialmente, comprovado que no estádio cabiam 100 mil pessoas.

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