Esportes
Rei Pel� mira parceria p�blico-privada
O maior estádio de futebol de Alagoas, o Rei Pelé, que completou 45 anos, não tem receita e representa uma despesa mensal que gira em torno de R$ 150 mil para os cofres públicos. E olha que a estrutura abriga os jogos oficiais da Copa do Brasil, Série B do Campeonato Brasileiro, Campeonato Alagoano ? que reúnem os clubes mais importantes da 1ª divisão de Alagoas e da 2ª divisão do Brasil ? do futebol amador, os campeonatos femininos e 16 federações esportivas, e nada gera renda para aquela praça esportiva. Uma parte do estádio, onde tem 800 cadeiras, logo abaixo das cabines das emissoras de rádio e TV, tem rachaduras e foi interditada no ano passado. A estrutura arquitetônica precisa ser revisada. São necessárias também intervenções pontuais em várias estruturas, como nos banheiros dos torcedores, por exemplo. Sem receita, o prédio tem um hotel com 50 quartos fechados, uma churrascaria desativada e um departamento de musculação construído para atender à seleção de Gana, que usou o estádio como Centro de Treinamento durante os jogos da Copa do Mundo de 2014, que, depois, ficou fechado. A Federação Alagoana de Futebol (FAF) diz que os clubes pagam R$ 3 mil à administração do Rei Pelé cada vez que jogam e gastam mais R$ 20 mil com pagamento do pessoal de bilheterias, portões e de manutenção dos banheiros e outras dependências. A FAF, os clube, torcedores, profissionais e políticos dizem que o Estádio Rei Pelé hoje representa prejuízos para o Estado, que arca com as despesas mais caras de manutenção daquele complexo.