Esportes
Secret�ria admite dividir o controle do est�dio com parcerias
A Secretaria de Esporte, Lazer e Juventude pela primeira vez está nas mãos de uma mulher. Advogada, administradora de empresa e especialista em Direito Público, Cláudia Petuba, de apenas 27 anos, deixou a militância do PCdoB para assumir a pasta reativada em 1º de abril do ano passado. Ela sabe que para a sobrevivência política na secretaria, precisa tornar a maior estrutura da pasta, o Estádio Rei Pelé, uma instituição superavitária e que atenda, além dos interesses do futebol de Alagoas, a outras federações esportivas e à comunidade como um todo. Ela confirma que o maior estádio de Alagoas não tem receita. ?A nossa missão é tornar o esporte um instrumento de inclusão social?, disse a secretária, ao explicar que, apesar da crise que obrigou o governo do Estado a adotar medidas duras para colocar Alagoas dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal, foi possível executar planos estratégicos. Sob a responsabilidade da secretaria está a administração do Rei Pelé. Com os cortes e a redução de gastos, a manutenção do estádio oscila entre R$ 130 mil e 150 mil/mês. A realidade é que os clubes operacionalizam o estádio nos dias de jogo. Eles pagam a limpeza e contratam equipe para funcionar durante as partidas. A Selaj mantém uma empresa terceirizada para manutenção, conservação e limpeza da estrutura nos dias em que não há jogos. Por outro lado, Cláudia confirmou que a Secretaria de Esporte tem uma despesa de R$ 8 mil por jogo, e ela quer que os clubes voltem a deixar parte da renda de cada jogo para manutenção do estádio. Os dois maiores gastos da Selaj com o Trapichão é com a empresa terceirizada, que custa R$ 80 mil/mês, e com energia elétrica, que oscila entre R$ 30 mil e 50 mil/mês. Além de outros gastos para manter uma área de 50 mil m². ?Acredito que a Parceria Público-Privada poder ser uma tentativa. Mas primeiro temos que fazer o estádio funcionar como órgão e depois elaborar um estudo para saber qual a melhor formatação jurídica para que ele possa estar funcionando: se como empresa pública, uma fundação ou criando um fundo próprio para ser gerido por uma superintendência que já existe. Temos que criar um mecanismo, porque a secretaria não pode fazer arrecadação. O único órgão que pode fazer a arrecadação é a Secretaria da Fazenda?.