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Sele��o faz 1� amistoso ap�s a volta de Parreira
São Paulo ? Muito mais tranqüila e recebendo uma pressão incomparavelmente menor do que a sofrida nos últimos cinco anos, a Seleção Brasileira fará seu primeiro jogo em 2003 do outro lado do mundo, na China. O amistoso contra a seleção local será disputado às 9h45 (horário de Brasília) desta quarta-feira, na cidade de Guangzhou. Ontem, o time de Carlos Alberto Parreira realizou seu primeiro e único treino para o jogo. Em campo e fora dele, o grupo de jogadores mostrou-se extremamente relaxado, alegre e solícito. Nada de estresse. ?Para mim, o mais importante foi ter encontrado um grupo feliz por estar aqui, apesar da longa viagem e do cansaço. Eu sinto que todos estão felizes e orgulhosos, isso é o mais importante?, comentou o sempre comedido Parreira. Após a conquista do penta, também em continente asiático, o Brasil fez dois jogos sem compromissos com a vitória: em agosto, comemorou o penta em Fortaleza, com Luiz Felipe Scolari e o mesmo elenco, sendo derrotado pelo Paraguai; em dezembro, foi a vez de Mário Jorge Lobo Zagallo comandar o time na vitória sobre a Coréia do Sul, em Seul. Seria o jogo de despedida de Zagallo, em uma homenagem ao único tetracampeão da história do futebol. Mas o Velho Lobo acabou voltando à Seleção ao lado de Parreira, em uma reedição da dupla que comandou o Brasil na campanha do tetra, em 94. Naquela época, Parreira e Zagallo sofriam uma pressão diária e quase desumana. Afinal, o Brasil não ganhava uma copa havia 24 anos e tinha feito uma campanha instável nas eliminatórias. Hoje, a coisa está diferente. A Seleção chegou a três finais seguidas, ganhou duas, e os jogadores respiram um ambiente de tranqüilidade não visto há pelo menos cinco anos. Da Seleção que conquistou o penta, não jogam Marcos, Lúcio, Edmílson e Roque Júnior. Cafu Cafu foi o responsável por Scolari implantar o 3-5-2 na Seleção. Agora, aos 32 anos, será, segundo Parreira, o jogador que mais precisará mudar a forma de jogar para o 4-4-2 funcionar. Para o novo treinador do time nacional, o lateral-direito Cafu terá de fazer um esforço maior do que seus companheiros na adoção do novo esquema. ?O Cafu terá de se readaptar um pouco mais do que os outros, porque na Roma ele é quase um ponta. Mas ele pode conseguir isso muito rapidamente??, espera Parreira, que prevê poucas mudanças para os zagueiros, volantes e o lateral-esquerdo Roberto Carlos. ?Para mim, não vai mudar praticamente nada??, atesta o volante Gilberto Silva. Acusado por Scolari de não marcar mais como antigamente, Cafu comemora sua nova função. ?O esquema me agrada, eu corro menos. No 4-4-2, jogo como lateral, não como ala??, diz o mais velho dos jogadores da Seleção, que deve continuar como capitão do time. Para Parreira, os resultados práticos da nova tática vão demorar um pouco a aparecer. ?Vai depender muito do tempo de trabalho. É difícil com um só treino de 30 ou 40 minutos na véspera do jogo??, diz o treinador que, no entanto, faz uma previsão. ?Com dez ou 12 jogos, ou ao final da Copa das Confederações (segunda quinzena de junho, na França), já teremos uma boa seqüência. China ? Liu Yun Fei; Zhang Zhi, Li Weifeng, Li Ming e Shan Jihao; Zhao Jing Zhe, Li Tie, Yang Pu e Li Xiaopeng; Yang Chang e Li Yi. Brasil ? Dida; Cafu, Luisão, Anderson Polga e Roberto Carlos; Gilberto Silva, Kleberson, Zé Roberto e Ronaldinho Gaúcho; Rivaldo e Ronaldo.