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LUIS SOARES: O FUTEBOL MUDOU MEU DESTINO
Você conhece Anildson Estrela? Não? Era por esse nome que o atacante Luis Soares, um dos destaques do CSA na temporada, era conhecido no futebol cearense, até o ano passado. O jogador que foi criado na periferia de Fortaleza chegou no Azulão como um desconhecido e atualmente é um dos artilheiros do Campeonato Alagoano, com quatro gols. Até chegar ao CSA, Luis Soares só jogou em clubes de menores expressão no Ceará. Começou nas divisões de base de times como Floresta-CE e Estação-CE. Em 2010, se profissionalizou e passou por equipes das Séries B e C cearenses, como: Caucaia, Horizonte, Maranguape e Tiradentes e Pacatuba, seu último time. O craque azulino foi criado na periferia de Fortaleza, vindo de família humilde. Filho de evangélicos, Soares sempre teve deles a educação e o ensinamento para não seguir o mau caminho, como de o amigos que teve na infância e na adolescência. ?Cresci num bairro pobre mesmo, e, desde molequinho, sempre tive desejo de jogar futebol. Meu sonho sempre foi ser jogador de futebol. Estar aqui no CSA, fazendo gols e sendo um dos artilheiros do Alagoano é uma realização?, destacou Luis Soares, em entrevista à Gazeta de Alagoas. Se não fosse o apoio da família e o futebol, a vida de Luis Soares poderia ter tomado um rumo bem diferente. ?O futebol mudou meu destino? , afirmou. ?Quando uma pessoa cresce na periferia, a tendência é não ir para um bom caminho, podendo ser bandido ou marginal. Muitos amigos meus que jogavam comigo no terrão estão no cemitério ou na cadeia. Minha grande superação foi não me deixar levar por nada disso, e sempre seguir os conselhos da minha mãe e de meus familiares?, revelou o atacante, que desde criança era levado para a igreja Assembleia de Deus pela mãe. Soares disse ainda que do Ceará só recebe energias positivas vindas de familiares que o acompanham e sempre o apoiaram. Principalmente por duas mulheres que fazem seu coração bater mais forte: a mãe, dona Gleide da Silva, e a pequena Isadora, de três anos, filha do goleador. ?Elas puderam me ver jogando no clássico contra o CRB e vibraram com muita felicidade com o gol que marquei. É sempre bom ter o apoio da família. Minha mãe e meus irmãos sempre apostaram no meu talento e me apoiaram. Isso é gratificante e acho que tenho que corresponder dentro de campo, dando o meu melhor?.