Esportes
O fim de um encaixe duradouro
A saída do técnico Vica do comando técnico alvinegro pode ter colocado um ponto na dependência ou na idolatria criada entre o ASA e o treinador. O destino fez com que a mesma diretoria que assumiu ?conquistando? o retorno de Vica demitisse o treinador após uma sequência de pouco mais de um mês sem vitória. Sem considerar que o ASA corre risco de não chegar à semifinal do Alagoano, além de ter se complicado na Copa do Brasil. A derrota sofrida para o Genus por 2 a 0 foi a gota d?água para a demissão do treinador. Coube ao presidente Bruno Euclides anunciar a decisão de demitir Vica, entendendo que o investimento feito não era compatível com os resultados apresentados pelo técnico neste momento. PESO O presidente alvinegro admite que a decisão foi difícil de ser tomada. ?Não tínhamos condições de manter um investimento desse porte sem resultados, mas tenho um carinho por ele e comecei a admirar o profissional e a pessoa. Foi uma decisão extremamente difícil. Me tirou o sono ontem (quinta) à noite, mas faço de forma convicta. Estou falando em nome de todo corpo diretivo. Julgamos que era a decisão mais acertada a ser tomada no momento?, declarou Bruno Euclides. A pressão dos resultados, a cobrança insistente de setores da mídia em Arapiraca, o problema financeiro que condicionou o ASA a limitar a qualidade do elenco e até mesmo o torcedor criaram um ambiente para a demissão do técnico. A ligação pessoal com o treinador, a importância do que Vica construiu no Alvinegro e a multa rescisória dificultaram a tomada de decisão há pelo menos 15 dias. Com ele também deixam o clube o assistente técnico Gringo e o preparador físico Serginho Brasília. Assim, Moisés Lima Neto, assume o comando da equipe de maneira interina.