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Tocha ol�mpica chega a Bras�lia
Brasília, DF ? Escoltado por dois caças, o avião que transportou a chama olímpica da Suíça para o Brasil chegou ao aeroporto de Brasília às 7h25 de ontem, quase uma hora depois do previsto. O fogo aceso na Grécia em 21 de abril foi mantido em lanternas (espécie de lampião) durante o trajeto aéreo. No aeroporto, a chama foi recebida por uma centena de profissionais de imprensa e uma dezena de convidados, além de autoridades como o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg (PSB), e o ministro interino do Esporte, Ricardo Leyser. O público não teve acesso à pista de pouso, no Terminal 2, o menor do aeroporto. O voo era fretado, da Latam. O presidente do COB e do Comitê Organizador dos Jogos, Carlos Arthur Nuzman, desceu do avião com a chama olímpica dentro de uma lanterna às 7h48. Ele foi recebido por Rollemberg e Leyser. Outras três lanternas com a chama também desembarcaram em Brasília. O revezamento da tocha começou às 10h, no Palácio do Planalto, com a bicampeã olímpica de vôlei Fabiana Claudino. A presidente Dilma Rousseff esteve presente no evento. Foi exatamente ela quem acendeu a tocha na rampa do Palácio do Planalto. DILMA ROUSSEFF A presidente afirmou, durante a cerimônia, que, mesmo com o atual cenário de ?instabilidade política? no País, a Olimpíada do Rio será um ?sucesso?. Alvo de um processo de impeachment no Congresso Nacional, a presidente deu a largada para a ?maratona? de revezamento da tocha olímpica pelo Oaís ao acender a chama. Sem citar diretamente o processo de afastamento que enfrenta no parlamento, Dilma citou em seu discurso o momento ?muito difícil? que o País enfrenta em razão da crise política e econômica e pediu que a sociedade se ?esforce? para o Brasil não perder o ?espírito de tolerância? e o respeito às opiniões divergentes. ?Sabemos as dificuldades políticas que existem em nosso País hoje. Conhecemos a instabilidade política. O Brasil será capaz de, mesmo convivendo com um período difícil, muito difícil, verdadeiramente crítico da nossa história, e da história da democracia, o nosso País saberá conviver porque criamos todas as condições para isso, com a melhor recepção de todos os atletas e todos os visitantes estrangeiros?, ressaltou a presidente.