Esportes
Relat�rios evidenciam manipula��o de jogos
As prisões realizadas na manhã de ontem pela Polícia Civil no Rio de Janeiro, São Paulo e Ceará em operação denominada ?game over? para combater a manipulação de resultados no futebol foram baseadas, além de grampos telefônicos, em relatórios sigilosos de empresas especializadas no ramo. Elas já trabalham de forma pró-ativa de olho no mercado brasileiro, identificado como próximo grande alvo das quadrilhas asiáticas que fraudam resultados esportivos. O GloboEsporte.com teve acesso aos relatórios sigilosos que embasam as denúncias contra os presos ontem de manhã. Os documentos mostram detalhadamente a oscilação de apostas antes e durante os jogos, com a movimentação suspeita que aponta a fraude. Esse tipo de relatório, de acordo com um executivo de uma dessas empresas especializadas consultados pela reportagem, só é feito em casos de suspeita muito forte de manipulação. Entre os presos está O ex-goleiro do América Carlos Henrique Franco Lunna, 33. Ele foi preso por policiais da 5ª Delegacia de Polícia de Repressão aos Delitos de Intolerância Esportiva (Drade), que faz parte do Departamento Estadual de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP). O objetivo da operação é desarticular o grupo suspeito de fraudar resultados de partidas de futebol das séries A2, que corresponde à segunda divisão, A3, terceira divisão e B, quarta divisão. A operação continua em andamento e o inquérito está sob segredo de Justiça. Segundo a polícia, a quadrilha comprava técnicos e atletas para manipular os resultados. ?Não sei nem o que estão fazendo. Agora, tem que ver as pessoas que têm ?rabo preso?, que são culpados. Nunca ganhei nem R$ 1, sou honesto, não tenho nada a ver com isso. Tem que ver os grandes. Passei pelo América, fui goleiro. Sempre fiz as coisas e ajudei as pessoas, estou sendo preso porque liguei para as pessoas, empreguei jogadores e tenho acesso bom com todos. Nunca manipulei nada?, afirma Carlos Lunna.