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Brasil desconhece plano terrorista
Brasília, DF ? Ao negar terem recebido informações da França sobre eventual plano de atentado à delegação do país na Olimpíada do Rio, os responsáveis pela inteligência do governo brasileiro disseram que todas as delegações estrangeiras recebem o mesmo tratamento ?elevado? de grau de risco. ?Todas as delegações estão tendo o mesmo grau, estão levando o sistema de segurança integrada a enfrentá-los, a tratá-los, com o mesmo grau de risco. Todos são elevados?, disse o ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Sérgio Etchegoyen. O diretor-geral da Abin (Agência Brasileira de Inteligência), Wilson Trezza, disse que o órgão não havia recebido nenhuma informação do serviço secreto francês, até as 11h de ontem, sobre um eventual plano terrorista. Ele evitou criticar uma suposta decisão da França de não deixar o Brasil a par da informação. ?Eu não posso afiançar o que houve para que ele [serviço francês] tivesse divulgado [ao público] e não tivesse falado conosco ainda. Mas certamente nós vamos nos sentar para conversar sobre isso porque existem representantes do serviço de inteligência francesa no Brasil e nós temos feito conversações permanentes?, disse o diretor da Abin. Trezza e Etchegoyen concederam entrevista coletiva na sede da Abin, em Brasília, que fora agendada antes da notícia de que a França recebeu indicações de que o Estado Islâmico tem um plano para atacar atletas franceses no Rio de Janeiro. ?Nenhuma delegação terá um tratamento ?não especial?. Quando a gente classifica algumas delegações com graus de risco pode nos fazer, de alguma maneira, descuidar das outras. E como nós vamos classificar somente a francesa por exemplo, e quando houver franceses no refeitório, como é comum, para 5 mil pessoas? Como é que a gente faz? Fica uma mesa classificada com alto grau e a do lado não??, indagou o general. ?Não raciocinamos que uma delegação tem maior e outra tem menor risco. Todas são a nossa responsabilidade e para todas será dado o mesmo nível de tratamento como se o risco fosse igual para todas?, afirmou Etchegoyen.